Encontrados dois corpos nos destroços de prédio no Rio

Os corpos do professor Rui Diniz, de 71 anos e da funcionária da Caixa Econômica Federal (CEF) Maria das Graças Mendes Rocha, 47 anos, que estavam sob os escombros do prédio que caiu na última quinta-feira na esquina da rua do Rosário com Primeiro de Março, no centro do Rio, foram encontrados no início da madrugada de ontem e levados para o Instituto Médico Legal, onde estavam até o início da tarde. Os dois estariam num dos quartos do hotel que funcionava no prédio quando ocorreu o desabamento.O filho de Rui Diniz, que se identificou apenas como Ronaldo, esteve de manhã no Instituto Médico Legal para tentar liberar seu corpo. Ele não quis fazer nenhum comentário, mas havia registrado queixa do desaparecimento do pai na 24ª Delegacia Policial, na zona Norte da cidade, onde ele morava-. "Prefiro saber exatamente as circunstâncias de sua morte para falar sobre o assunto", justificou-se o rapaz.Pela manhã, equipes da Defesa Civil municipal e da Secretaria Municipal de Urbanismo estiveram no local examinando os dois prédios colados ao que caiu para ver se há necessidade de demolí-los ou se é possível recuperá-los. A situação mais crítica é a do prédio localizado na rua do Rosário número 57, que precisou ser escorado com andaimes."Nossa maior urgência era retirar dos escombros os corpos que sabíamos que estavam lá. Agora vamos ver se há outros corpos, mas é pouco provável", disse o coordenador da Divisão de Vistoria de Estrutura da Secretaria Municipal de Urbanismo, Marcel Igliki. "A decisão de demolir ou não o prédio avariado será tomada com toda a calma, mas se optarmos pela demolição, será realizada imediatamente para desobstruir as ruas", disse.A Defesa Civil já manifestou que o prédio deve ser demolido. Teodolitos (aparelhos que medem inclinações e oscilações de prédios) estão sendo usados na avaliação. O prédio de número 39, da rua Primeiro de Março, também foi atingido, mas é pouco provável que seja demolido. Ontem pela manhã, foi permitida a entrada de algumas pessoas para a retirada de objetos pessoais do local.Ao todo, 14 prédios estão interditados, embora somente em um deles, o de número 57, esteja proibida a entrada de pessoas. Neste há três pontos críticos: a varanda do último andar que dá para a rua, uma escada que está pendurada na parede e um quartinho no terraço que se inclina perigosamente.

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