Encontro com Obama tem pouca chance de ocorrer antes da posse

Falta de agenda deverá transferir reunião de Dilma com presidente dos EUA para 2011; antes ela irá ao Uruguai e Argentina

Patrícia Campos Mello, O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2010 | 00h00

A presidente eleita Dilma Rousseff não deve se encontrar com o presidente Barack Obama em Washington antes da posse em Brasília, no dia 1º de janeiro. Segundo a assessoria de Dilma, a presidente eleita não pôde aceitar o convite do governo americano por um conflito de agenda.

A data sugerida pela Casa Branca para o encontro - 17 de dezembro - coincide com a diplomação da presidente e com a Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, da qual ela vai participar ao lado do presidente Lula. Os dois países ainda estão tentando encontrar uma data para o encontro.

Não há viagens confirmadas para Dilma, mas é possível que ela vá à Argentina e ao Uruguai antes da posse. Em 2002, Lula se encontrou com George W. Bush em Washington antes da posse, e também ao Chile e à Argentina. Antonio Palocci, na época coordenador da transição de governo, como agora, aproveitou a ida aos EUA para se encontrar com banqueiros e tranquilizar o mercado financeiro após turbulências com a eleição de Lula.

Segundo fontes diplomáticas brasileiras, o timing da visita de Dilma a Washington não era bom, dado que Obama saiu muito enfraquecido das eleições legislativas americanas. E, de qualquer maneira, Obama virá à América do Sul no ano que vem.

Mesmo assim, acredita-se que a mudança de governo represente uma grande oportunidade de retomar o diálogo bilateral, depois do mal estar que se formou entre os presidentes Obama e Lula por causa da tentativa do Brasil de mediar um acordo nuclear com o Irã e a atitude do governo americano de rejeitar a iniciativa. Com Obama e Dilma, seria possível "ter um novo começo", nas palavras de um integrante do governo americano.

"O presidente Obama espera encontrá-la em breve e trabalhar de perto em áreas como energia renovável, crescimento mundial, reconstrução do Haiti e colaboração em esforços de desenvolvimento e outras questões de importância global", informou o Departamento de Estado em uma nota. / COLABOROU DENISE CHRISPIM MARIN, DE WASHINGTON

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