Encontro de mais sobreviventes em naufrágio no Rio é pouco provável, diz capitão

Mergulhadores da Marinha e cerca de 200 homens das Forças Armadas trabalham no resgate de 8 vítimas do choque entre o barco pesqueiro Costa Azul e um navio mercante Roko, de bandeira das Bahamas na noite desta terça-feira, 17. Dos 12 tripulantes do pesqueiro, quatro conseguiram pular antes que ele afundasse e foram resgatados com vida na madrugada desta terça. O capitão dos portos no Rio, Antônio Monteiro Dias, disse que devido à gravidade do acidente, é pouco provável que sejam encontrados outros sobreviventes.O capitão informou que as duas embarcações seguiam rotas perpendiculares, quando bateram no meio da Baía de Guanabara, a cerca de um quilômetro da cabeceira da pista do Aeroporto Santos Dumont. A pequena embarcação de madeira, com cerca de 15 metros de comprimento, transportava nove mergulhadores, um mestre e dois marinheiros, que trabalhavam na manutenção do emissário submarino na Barra da Tijuca e foram contratados por uma empresa de Santa Catarina.O pesqueiro foi localizado por volta das 10 horas a cerca de 37 metros de profundidade no fundo da Baía de Guanabara e mergulhadores do Corpo de Bombeiros tentam confirmar se há corpos no interior do barco.InvestigaçãoO comandante e o timoneiro do navio, que são das Bahamas, prestam depoimento na manhã desta quarta na Capitania dos Portos no inquérito aberto para apurar as causas do acidente. A investigação tem prazo de 90 dias para ser concluída. O cargueiro que colidiu com o barco é um frigorífico com cerca de 180 metros de cumprimento e está fundeado próximo à Ponte Rio-Niterói. A licença para que a embarcação deixe as águas brasileiras foi suspensa para que os tripulantes colaborem com a investigação.Segundo Dias, o navio seguia do Sul do Brasil para a Ucrânia e entrou na Baía de Guanabara para abastecer. De acordo com o capitão, uma convenção internacional estabelece que embarcações que avistem outras pela direita são obrigadas a manobrar. O oficial afirmou que ainda é cedo para concluir qual das duas embarcações pode ter errado.No entanto, pela posição do acidente, provavelmente o erro foi do pequeno barco, que foi atingido na lateral e virou, afundando em seguida. "De acordo com a minha experiência, a maior parte dos acidentes no mar acontece por falha humana", disse Dias.Ainda segundo ele, os quatro sobreviventes estavam conversando na parte traseira do barco e conseguiram saltar no mar no momento da colisão. Eles contaram que os outros oito tripulantes estavam dormindo dentro do barco.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2006 | 12h03

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