Encontro de ministros serve como prévia de balanço sobre chuvas para Dilma

Dados sobre estragos causados por temporais no Sudeste foram levantados por 5 ministérios

Ligia Formenti e Rosa Costa, O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2012 | 22h25

BRASÍLIA - O governo promoveu neste domingo uma reunião com cinco ministros para fazer um balanço dos estragos provocados pelas chuvas no Sudeste do País. O encontro serviu com uma prévia para os ministros que terão que apresentar na segunda-feira para a presidente Dilma Rousseff um balanço do que tem sido feito para contornar os problemas.

Coordenado pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a reunião contou com a participação dos ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Paulo Sérgio Passos (Transportes), Alexandre Padilha (Saúde) e Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia). Humberto Viana, secretário Nacional da Defesa Civil também esteve presente. Depois de mais de três horas de conversa, a portas fechadas, os ministros deixaram o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Brasília, sem falar com a imprensa.

Ao longo da semana, representantes das pastas fizeram balanços diários sobre os estragos das chuvas, as providências adotadas e as que ainda são necessárias, segundo informaram assessores dos Ministérios. Na reunião deste domingo, os ministros fizeram um resumo do que cada pasta fez ao longo dos últimos dias, numa espécie de preparação para o encontro com a presidente Dilma na manhã de segunda-feira.

No encontro deste domingo, os ministros também discutiram a situação do Rio Grande do Sul, que sofre com a estiagem.

Mostrando serviço. A reunião também foi usada pelo ministro da Integração Nacional como uma forma de mostrar que está trabalhando e que não pretende se afastar da pasta, apesar da série de denúncias envolvendo seu nome. O 'Estado' revelou no dia 3 de janeiro que Bezerra Coelho destinou 90% das verbas para combate e prevenção de desastres naturais para seu Estado natal, Pernambuco.

No sábado, o jornal mostrou que o ministro mantém há um ano seu irmão, Clementino Coelho, como presidente interino da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), aproveitando uma brecha na legislação que proíbe o nepotismo na administração pública.

Ministério da Integração Nacional divulgou nota em que nega a prática de nepotismo por parte do titular da pasta. "É desconhecimento ou interpretação equivocada da lei afirmar que há caso de nepotismo na presidência da Codevasf. Clementino de Souza Coelho ocupa o cargo de acordo com o estatuto da empresa e orientação da Controladoria-Geral da União", afirmou o ministério na nota.

Postos móveis. Nos últimos dias, grupos móveis com representantes do governo foram instalados nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo para acompanhar de perto os problemas enfrentados pela população.

Uma das poucas decisões tomadas no encontro deste domingo foi a de manter estes postos móveis em funcionamento até março, período em que se prevê uma redução no volume das chuvas.

Nesta semana, o ministro Fernando Bezerra Coelho deverá se reunir com representantes do governo de Minas para apresentar um plano com medidas de curto e médio prazo contra as enchentes. Em Belo Horizonte, a capital do Estado, a chuva registrada nos primeiros seis dias do ano foi equivalente a77% do que era esperado para todo o mês de janeiro.

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