Encontro de promotores em Curitiba discute crime organizado

Com o objetivo de incentivar a criação em todos os Estados de núcleos para enfrentar o crime organizado, cerca de cem integrantes dos Ministérios Públicos de todo o País estão reunidos desde esta quinta-feira em Curitiba para o 7º Encontro do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC).Entre as discussões da reunião, que termina nesta sexta-feira, estão o combate à adulteração de combustíveis e à cartelização do setor, a lavagem de dinheiro, os crimes contra a ordem tributária e a atuação de organizações criminosas dentro do sistema prisional.Segundo o subprocurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul e subcoordenador do GNCOC, Mauro Renner, para combater essas organizações é preciso enfraquecer o poder econômico delas. "Precisamos descapitalizar o crime, tirando os bens desses criminosos", afirmou.Uma das intenções dos promotores é subsidiar o Congresso Nacional com propostas para a criminalização dos jogos de azar. "Também é necessário combater as organizações criminosas que atuam dentro do sistema prisional e uma das formas de fazê-lo é trabalhar para que os presídios do País possuam sistema para bloqueamento de sinal de celulares."Na abertura do encontro, a procuradora-geral de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, citou que, em 1994, o crime organizado movimentava US$ 850 bilhões por ano em todo o mundo. Somente o tráfico de entorpecentes giraria cerca de US$ 400 bilhões anuais, de acordo com relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1997. Estimativas recentes do Banco Mundial apontam que apenas esse tráfico já representa em torno de US$ 500 bilhões a US$ 1 trilhão por ano.

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