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Energia renovável e verticalização urbana são temas de grupo irreverentes no Galo

Foliões aproveitam o Carnaval para criticar a gestão pública

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2015 | 12h11

RECIFE - Com os homens vestidos de "tomada" e as mulheres de "plug" e todos com um catavento em seus chapéus verdes, o "Bloco da Energia Fresca" arrancou muitas risadas levando, na ideia, frescor ao forte calor do verão pernambucano, ao mesmo tempo em que fazia sua campanha pela energia renovável em tempos de déficit energético. "Tá faltando luz, tá faltando água, só não botem na nossa tomada", cantavam, animados, enquanto "plugavam" suas companheiras, encostando suas tomadas nos seus plugs. O grupo, com 46 integrantes, se conhece pela prática do tênis e participa do Galo há 15 anos.


O "Empatando a Tua Vista", com gente vestida de edifício, sai pelo carnaval "empatando" as pessoas de verem algo à sua frente em protesto alegre contra a verticalização urbana do Recife. O bloco foi criado no carnaval passado e critica o prefeito Geraldo Júlio (PSB), que tem sua foto enfeitando uma la ursa - figura típica do carnaval que pede dinheiro. "O urbanismo do Recife é o capital, o prefeito faz o que as empreiteiras querem", afirma a engenheira e professora Ednea Alcântara. 


Nos "prédios" de pano vestidos pelos carnavalescos, há cartazes informando as características dos apartamentos que são vendidos. "Três quartos de 25 metros quadrados com três vagas na garagem e duas na rua".  "Do jeito que vai, a cidade vai parar, sem mobilidade", disse Ednea antes de cair no frevo. "Recife já é a cidade mais lenta do País".

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