Enfarte apressou a morte do coronel Ubiratan Guimarães

Um enfarte apressou a morte do coronel e deputado estadual Ubiratan Guimarães. A bala que perfurou o abdome do policial quando este se levantava do sofá de seu apartamento atingiu um artéria, provocando hemorragia e o enfarte. Isso impediu qualquer possibilidade de o coronel pedir ajuda. O fato foi constatado pelos peritos do Instituto Médico-Legal (IML), que devem enviar ainda nesta quinta-feira, 21, o laudo ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso. Os policiais agora esperam os laudos do Instituto de Criminalística (IC), entre eles os que procuram vestígios de disparo de arma de fogo em roupas e na bola da advogada Carla Prinzivalli Cepollina, de 40 anos, a principal suspeita do crime para a família de Ubiratan.Por enquanto, o IC só concluiu o laudo sobre os telefones celulares de Carla, Ubiratan e da mãe da suspeita, a advogada Liliana Prinzivalli. Com isso, a polícia conseguiu provas de que, de fato, o coronel recebeu os telefonemas da delegada da PF Renata Madi. Os telefones de Renata teriam causado uma crise de ciúmes em Carla. Segundo o advogado da família de Ubiratan, Vicente Cascione, Carla e o coronel estava separados. O deputado estava namorando a delegada quando se encontrou com a advogada no sábado, dia 9. Carla negou o fim do romance e se disse inocente. LigaçõesA advogada Liliana Prinzivalli, afirmou que vai contratar um advogado criminalista para representar sua filha, Carla Cepollina, apontada pela polícia como principal suspeita do assassinato do coronel Ubiratan Guimarães, no dia 09 de setembro, em São Paulo. De acordo com informações da Rádio Eldorado AM,Liliana contou, durante entrevista coletiva na noite desta quinta-feira, que no dia do dia do crime, por volta das 19 horas, Carla ligou pra ela para dizer que estava no apartamento do coronel.Quinze minutos depois, Liliana ligou novamente no celular da namorada do coronel Ubiratan para que ela voltasse pra casa, dizendo que ela não estava com pressentimento bom. Passados mais quinze minutos, Carla liga do celular dela, já dizendo que estava fora do apartamento do coronel Ubiratan e perguntando se a mãe não gostaria de assistir algum filme, já que ela passaria numa videolocadora para alugar duas fitas de vídeo. As duas passaram na videolocadora e chegaram em casa por volta das 21h05, conforme registra o sistema interno de televisão que foi divulgado por uma emissora de televisão. Liliana também disse que no dia seguinte, quando ficou sabendo que o coronel estava morto, ela ligou para o delegado geral da Polícia Civil, Marco Antonio Desgualdo, para avisar que o coronel estava morto. "Acontece que o coronel Ubiratan evidentemente, ele era deputado, coronel, né? Então, eu pensei: Será que mataram, roubaram, furtaram, fizeram alguma coisa? Quando ele falou morreu, primeiro ele não dizia onde, então ele falou: Não, ele está aqui no apartamento e eu disse: Doutor, olha aconteceu uma coisa horrível!".Segundo a advogada Liliana Prinzivalli, a polícia não tem a mínima prova de quem matou o coronel. Ela também afirmou que vai contratar um advogado criminalista "para cuidar deste caso triste porque ela não tem mais condições de ficar tão visada pela imprensa".Ainda de acordo com a reportagem da Rádio Eldorado AM, a polícia já tem os extratos e o laudo necroscópico que aponta a hora e a causa da morte do coronel. Os laudos sobre a roupa de Carla e de balística ainda não foram concluídos. Nesta quinta-feira, três pessoas foram ouvidas pela polícia no Departamento de Homicídios e Defesa à Pessoa (DHPP). Matéria atualizada às 20h20

Agencia Estado,

21 de setembro de 2006 | 19h22

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