Enfermeira é investigada por agressão contra um cachorro em Formosa (GO)

Suspeita tentou se justificar: 'Ele era um monstro'; ela será indiciada também por tortura psicológica

Solange Spigliatti e Edevaldo Figueiredo da Silva, do estadão.com.br,

16 de dezembro de 2011 | 13h43

SÃO PAULO - A Polícia Civil do município de Formosa em Goiás instaurou um inquérito para investigar uma denúncia de maus-tratos contra um cachorro da raça Yorkshire, praticados por sua dona, uma enfermeira de 22 anos.

As agressões cometidas contra o animal foram feitas em frente a uma criança que supostamente seria sua filha. As cenas de maus-tratos foram gravadas e divulgadas no YouTube.

O delegado da 1° DP de Formosa, Carlos Firmino, ouviu um depoimento informal da mulher, que tentou justificar os maus-tratos dizendo que o cachorro dava muito trabalho. "Ele era praticamente um monstro", disse a agressora ao delegado.

Segundo Firmino, a mulher não cometeu apenas crime contra o animal, houve também crime contra a filha, que viu tudo. "Se fosse somente agressão contra o cão, o crime previsto seria agressão contra animal doméstico ou silvestre, com pena prevista de um ano, no máximo um ano e meio, caso haja morte do animal. Entretanto, estamos querendo comprovar que há o constrangimento da criança, crime previsto no estatuto da criança e adolescente".

Com isso, ela poderá ser condenada não só ao pagamento em cesta básica, mas também a prisão de até três anos e meio.

Repercussão. A atitude cometida pela enfermeira já virou comoção entre os internautas no Facebook e Twitter que chegaram até a criar uma petição pública na rede de computadores pedindo pena máxima contra a agressora.

Em sua página no Twitter, a senadora Heloisa Helena também se mostrou consternada e disse que procedimentos legais já foram tomados pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.

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