"Enfermeiro da morte" vai a novo júri

O ex-auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães, condenado no ano passado a 76 anos pela morte de quatro pacientes do Hospital Salgado Filho, teve a pena reduzida para 31 anos e 8 meses e vai a novo júri. A decisão unânime foi tomada ontem pelos desembargadores 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que julgaram a apelação dos advogados de Izidoro.Para o presidente da Câmara e relator do processo, desembargador José Lisboa da Gama Malcher, os crimes cometidos pelo ex-auxiliar de enfermagem ocorreram em "continuidade delitiva": tiveram a mesma motivação, ocorreram no mesmo "lapso temporal", e da mesma maneira. Dessa forma, o juiz do 3º Tribunal do Júri, Mário Guimarães Neto, que julgou o caso em fevereiro de 2000, não poderia ter condenado o réu a 19 anos de prisão por cada assassinato (76 anos no total), segundo o entendimento do desembargador. Izidoro ficou conhecido como o "enfermeiro da morte" por ter desligado os aparelhos respiratórios das pacientes terminais Márcia Garnier Pereira, Maria Aparecida Pereira, Francisca Teresa Coutinho de Oliveira. Ele também foi condenado por ter injetado cloreto de potássio em Matias Gomes, matando-o por embolia pulmonar. Os assassinatos ocorreram em sete de maio de 1999.Na época dos crimes, o ex-auxiliar de enfermagem confessou que matava os pacientes terminais para receber comissão de funerárias. Ele chegou a ser acusado de outras 126 mortes ocorridas durante seus plantões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.