Enferrujada, base da PM é retirada da Sé

Ela deverá voltar à praça só em 30 dias, após reforma

Mônica Cardoso, O Estadao de S.Paulo

23 de abril de 2009 | 00h00

O posto policial da Polícia Militar responsável pelo policiamento na Praça da Sé, no centro de São Paulo, foi retirado há uma semana para reforma. De acordo com nota da Polícia Militar, o trailer estava desgastado pelo tempo de uso, com vários pontos de ferrugem na funilaria. A reforma está em fase de licitação, e o equipamento deve voltar ao local em cerca de 30 dias. Ainda segundo a nota, policiais se revezam na vigilância durante 24 horas.Durante o período da reforma, uma viatura policial ficou encarregada da manutenção da segurança na praça. No entanto, o veículo costuma sair do local para atender ocorrências na região. "A base 24 horas para essa região é fundamental por causa do grande número de furtos. A Praça da Sé é muito grande e os ladrões têm por onde escapar", diz a advogada Nádia Pereira Rêgo, presidente da Ação Local Sé, ligada ao movimento Viva o Centro. "O trailer ficava 24 horas no mesmo local. O problema da viatura é que ela fica circulando. Agora mesmo (às 18h30 de ontem) ela não está aqui. Nesse caso, a população não tem a quem recorrer." A PM afirma que reforçou com bicicletas e motos o policiamento na praça. Segundo Nádia, o trailer está na praça há pelo menos cinco anos. Antes, havia uma base fixa, que ficou no mesmo local por vinte anos. Há uma base da Guarda Civil Metropolitana instalada em um dos cantos da praça, mas sua atuação é focada em camelôs e ambulantes. Cerca de 2 milhões de pessoas circulam diariamente pela região da Praça da Sé, segundo os dados da pesquisa Origem e Destino, realizada pelo Metrô. O movimento na praça é intenso: de trabalhadores apressados a moradores de rua e pregadores religiosos que atraem grupos de curiosos. De acordo com a Polícia Militar, furtos e roubos de bolsas, celulares e carteiras são as ocorrências mais comuns na Sé. A retirada do posto móvel, mesmo que temporária, tem deixado frequentadores com sensação de insegurança. "Ter os policiais militares por perto durante 24 horas dá mais tranquilidade", diz o taxista Alberto Clementino de Lira, de 66 anos, que trabalha no mesmo ponto há 25 anos. "Não me sinto seguro. Sempre vejo pessoas sendo furtadas aqui. Um empregado da banca já foi assaltado duas vezes a mão armada", diz Antonio Jesus da Silva, 49 anos, dono de uma banca de revistas na praça . "Soube que o trailer já foi metralhado numa madrugada", conta Silva.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.