Engenheiro é réu em caso de suposta receptação

Em meio ao fogo cerrado do PT, que lhe atribui o papel de arrecadador de recursos de campanha do PSDB, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, está às voltas com a Justiça. Ele é réu em ação penal por suposto crime de receptação de uma pulseira de brilhantes de 18 quilates em ouro branco.

, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2010 | 00h00

Segundo o Ministério Público Estadual, Souza foi flagrado em julho - três meses depois de ser demitido da diretoria de Engenharia da Dersa - de posse da joia, numa loja do Shopping Iguatemi. O bracelete, segundo a polícia, foi roubado "com uma quantidade expressiva de joias" em 7 de maio de 2010 da Gucci Importação e Exportação.

O engenheiro chegou a ser detido e foi levado para o 15.º Distrito Policial (Itaim), onde ficou preso por alguns dias até ser solto por decisão da Justiça.

A promotoria o denunciou com base no artigo 180 do Código Penal - crime de receptação. No dia 1.º de setembro, o juiz Hélio Nogueira, da 26.ª Vara Criminal da capital, suspendeu o feito com relação ao engenheiro. Mas o processo continua em curso contra outro acusado, Musab Asmi Fatayer.

O juiz determinou ainda a devolução de cerca de R$ 11 mil que haviam sido confiscados de Souza. "Os bens apreendidos com o réu Paulo, compatíveis com sua condição econômico-financeira, não guardam relação com os fatos em tratamento", anotou o magistrado.

A defesa do ex-diretor da Dersa rebate a acusação de receptação dolosa. Segundo versão de seus advogados, Souza levou a joia ao shopping para submetê-la a uma avaliação de preço e autenticidade.

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