Engenheiro tem braço decepado ao ser atropelado por lancha

O engenheiro Felipe Domingues Brito, de 29 anos, teve o braço esquerdo decepado ao ser atropelado por uma lancha, quando nadava na praia Curva da Jurema, em Vitória, no Espírito Santo, no fim da tarde de quinta-feira, 18. O piloto da lancha fugiu sem prestar socorro e ainda não foi identificado. A Capitania dos Portos abriu inquérito para apurar o caso.Brito nadava a cerca de 200 metros da praia, quando foi atingido por uma lancha de cerca de 4 metros de comprimento, que vinha de alto-mar. Mesmo depois de perder o braço e com um corte na cabeça, o engenheiro conseguiu pedir ajuda e foi retirado da água por salva-vidas. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Rita de Cássia.Brito foi operado e passaria neste sábado por exame de tomografia computadorizada para determinar se houve lesão na cabeça por causa do corte no couro cabeludo. Apesar da gravidade do quadro, Brito respira sem auxílio de aparelhos, está consciente e se alimenta por via oral. Ele deverá passar por nova cirurgia para a retirada de tecidos necrosados e ficará em câmara hiperbárica, com alta concentração de oxigênio, para acelerar a cicatrização.A Capitania dos Portos está procurando o dono da lancha que provocou o acidente. Segundo testemunhas, o barco é de pequeno porte, tem o casco branco e toldo azul-esverdeado. Duas equipes percorrem o mar em busca da lancha. O telefone (27) 2124-6526 foi colocado à disposição para quem tiver informações sobre a embarcação.Outros casosEm 6 de setembro de 1998, o bicampeão em iatismo Lars Grael teve a perna direita decepada ao ser atropelado por uma lancha na Praia de Camburi, também em Vitória. A embarcação de 12,8 metros avançou sobre a área demarcada para uma competição da classe Tornado.Em 2003, o empresário Carlos Guilherme de Abreu Lima, que pilotava a lancha sem habilitação, foi condenado a pagar R$ 500 mil de indenização a Grael, R$ 1,98 milhão por danos emergenciais (quando a pessoa fica impedida de trabalhar) e pensão vitalícia de R$ 7.338. Ele recorreu. No ano seguinte, o Tribunal de Justiça manteve a condenação.Em 25 outubro de 2003, a lancha Pimba Pimbinha atropelou um grupo de pessoas que brincava num banana-boat, em Mangaratiba, no litoral sul fluminense. O acidente causou a morte do estudante Gabriel Borges Soares, de 16 anos, e provocou a amputação das duas pernas da professora Andréa Salgado, então com 33 anos.O cabo da Marinha Marcos Manoel Correia Cavalcante, que estava no barco, o piloto Armelindo Corrêa de Miranda e Edvaldo Martins, donos da lancha, foram condenados por homicídio e lesão corporal culposas (sem intenção). As penas de prisão foram substituídas por prestação de serviços comunitários e pagamento de indenização às famílias das vítimas de R$ 5 mil.

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