Entenda a restrição de vôos na pista principal de Congonhas

A partir desta quinta-feira,8, os vôos de aviões Fokker-100 (MK-28) e Boeing 737-800 e 737-700 deixarão de operar na pista principal do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, - o mais movimentado do País. A decisão é do juiz Ronald de Carvalho Filho, da 22ª Vara Cível Federal, em resposta a pedido do Ministério Público Federal, que defende a interdição total da pista, por causa dos casos de derrapagens de aviões em dias chuvosos. Congonhas é um dos principais aeroportos de conexão para todo o País e o temor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) é que a interdição parcial provoque a repetição do caos aéreo registrado no final do ano passado e no início deste ano. A tendência é de que os vôos sejam transferidos para o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, que, segundo órgãos federais de aviação, não tem capacidade de receber mais do que 20% do movimento de passageiros de Congonhas. Outra alternativa é transferir os vôos para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo. A Infraero já admitiu que a pista principal de Congonhas em problemas no escoamento de água, por causa do emborrachamento provocado pelo atrito dos pneus dos aviões. Uma das medidas previstas na reforma é restaurar o grooving, ranhuras no asfalto, para evitar a formação de poças. A reforma da pista auxiliar está prevista para começar no dia 27 e a da principal, em junho. O aeroporto recebe em média 620 vôos por dia e é o mais movimentado do País; 70% das operações ocorrem na pista principal, de 1.939 metros.. Os órgãos federais de aviação vão recorrer da decisão judicial. A empresa mais prejudicada com a decisão é a Ocean Air que, de Congonhas, opera basicamente com Fokker 100. A Gol também é duramente prejudicada porque opera Boeings. A TAM, embora um pouco menos atingida, também amargará prejuízos pois a maior parte das linhas para o interior de São Paulo saem de Congonhas, principalmente em Fokker 100.

Agencia Estado,

06 Fevereiro 2007 | 17h17

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