Entenda as possíveis causas do acidente com o voo 447

Avião Airbus da Air France caiu no Oceano Atlântico no dia 31 de maio, com 228 pessoas a bordo

03 Julho 2009 | 18h14

Um mês depois do acidente com o voo 447 da Air France, que deixou 228 mortos no dia 31 de maio, as investigações ainda não apontam os fatores que fizeram o Airbus A330 cair no Oceano Atlântico. Por enquanto, as hipóteses mais aceitáveis são a de que o sistema elétrico e/ou mecânico tenha tido uma pane geral; ou que os pitots tenham congelado e parado de funcionar. Em ambos os casos, o problema foi agravado pelas tempestades comuns na região do acidente e que o Airbus que fazia a rota Rio-Paris enfrentou na madrugada do domingo.

 

Veja também:

documento Relatório da BEA sobre o acidente (em inglês)

lista Todas as notícias sobre o Voo 447

 

O primeiro relatório do Escritório de Investigações e Análises sobre a Aviação Civil (BEA, na sigla em francês) foi apresentado esta semana e aponta que a aeronave atingiu o "mar em linha reta e em alta velocidade vertical". Isso afasta a possibilidade de o avião ter se desintegrado ainda no ar. A ausência de queimaduras nos destroços e nos corpos dos passageiros encontrados, além da causa da morte das vítimas - politraumatismo - corrobora essa tese e descarta que o avião tenha explodido ou pegado fogo. Especialistas também afirmam que um relâmpago não pode ter causado a queda do avião, já que, na história da aviação civil, nenhum acidente foi atribuído a um raio. Além disso, uma aeronave é atingido por relâmpago em média uma vez a cada 1.500 horas de voo.

 

A hipótese de que a aeronave tenha tido uma pane geral foi levantada porque, segundo um relatório do National Transportation Safety Board (NTSB), órgão oficial dos Estados Unidos responsável por investigações nesses tipos de acidentes, 26% dos acidentes com Airbus foram agravados por esses problemas, desde 1983. Recentemente, o mesmo modelo de aeronave, operado por outra companhia, sofreu duas panes elétricas. Apesar disso, o relatório da BEA mostra que não havia informação de qualquer problema técnico com o avião antes da decolagem ou durante o voo, enquanto os pilotos faziam contato com as torres de controle.

 

A outra hipótese, mais plausível, mas mesmo assim ainda não confirmada, é de que um defeito nos sensores de velocidade - os chamados tubos de pitot - tenha feito a aparelhagem enviar informações desencontradas e erradas sobre a velocidade do avião e dos ventos. A falha desestabilizaria os sistemas de controle. Agravado por uma turbulência e pela tempestade, isso faria o piloto ter sérias dificuldades para manter controle sobre o avião. Resta saber por que o piloto não evitou a tempestade, como foi feito por outros aviões que passaram pelo local momentos depois. Mensagens automáticas da aeronave informaram às torres de controle sobre o problema nos pitots.

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