Enterrada estudante morta por caseiro em Brasília

Foi sepultado nesta segunda-feira o corpo da estudante universitária Maria Cláudia Siqueira Del´Isola, de 19 anos, assassinada por um empregado de sua casa no Lago Sul, bairro de classe alta de Brasília. Maria Cláudia estava desaparecida desde quinta-feira. Seu corpo foi encontrado domingo, enterrado na própria residência. O caseiro Bernardino do Espírito Santo Filho está foragido. Sua namorada, a empregada doméstica Adriana de Jesus Santos, que também trabalhava na casa, está presa e confessou ter participado do crime. Adriana foi presa por agentes da 10ª Delegacia de Polícia, mas o caseiro conseguiu fugir antes de o crime ser desvendado. Os pais de Maria Cláudia, o diretor educacional do Colégio Marista de Brasília, Marco Antônio Almeida Del Isola, e a professora Cristina Maria de Siqueira Del Isola, comunicaram o desaparecimento da filha à polícia na última quinta-feira. Segundo o inquérito policial, familiares começaram a sentir o mau cheiro dentro da casa e chamaram um agente policial, que localizou o corpo já em estado de decomposição num pequeno cômodo da casa, embaixo de uma escada.Segundo depoimento da empregada, Maria Cláudia, que era estudante de pedagogia da Universidade de Brasília e de psicologia no CEUB, foi morta na quinta-feira, antes de ir para a faculdade. Dias antes do crime, no último dia 3, Bernardino teria dito a ela que desejava ter relações sexuais com a estudante. O interesse por Maria Cláudia passou a ser motivo de brigas entre o casal e a empregada doméstica chegou a ser espancada pelo namorado. Na quinta-feira, antes de assassiná-la, o caseiro avisou Adriana que a jovem seria estuprada e depois morta. Ele acordou Adriana por volta das 5h e disse que ela o ajudaria a assassinar Maria Cláudia.Em seu depoimento, Adriana disse aos policiais que decidiu ajudá-lo, porque tinha ciúmes, inveja e raiva da universitária, por ela ser "rica e bonita" enquanto ela era "pobre e feia". "Me sentia humilhada", revelou.Bernardino, que já era procurado pela Justiça da Bahia por tentativa de homicídio, esperou os pais da jovem saírem para o trabalho e a atraiu até o jardim, como havia acertado previamente com Adriana. Depois de amarrar suas mãos, ele a violentou com a ajuda da namorada e a matou com um facão. O corpo de Maria Cláudia foi arrastado até o jardim de inverno, dentro da casa. O caseiro chegou a jogar terra por cima do corpo para dificultar a localização. Depois do crime, Bernardino roubou R$ 3 mil e deu R$ 50 para Adriana pela participação no crime.

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