Enterradas garotas vítimas de assalto em cidade de Sergipe

Os pouco mais de 12 mil habitantes da pacata Monte Alegre, no sertão sergipano, passaram por momentos de revolta e tristeza no fim da tarde deste domingo, 29, durante o enterro das estudantes Francislaine de Almeida, de 11 anos, e Bruna Daniele Santana, de 17, mortas durante assalto em uma farmácia da cidade. Segundo a polícia, cerca de 150 pessoas participaram do sepultamento das jovens. Elas teriam sido vítimas de um assaltante, que não teve o nome divulgado, que as manteve reféns dentro de uma farmácia, depois de uma tentativa de roubo, na tarde de sábado. A dona da farmácia, Elisandra de Almeida, de 28 anos, também foi ferida, sem gravidade, durante o crime. O assaltante, ferido no ombro, foi medicado e preso na seqüência. De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe, policiais militares notaram movimentação suspeita de dois homens no centro de Monte Alegre e resolveram abordá-los, temendo que eles estivessem planejando um assalto. No momento da abordagem, porém, os suspeitos teriam reagido atirando contra os PMs. Um deles conseguiu fugir correndo, enquanto o outro entrou na farmácia e fez as três pessoas que estavam dentro - as jovens e a proprietária do ponto - reféns. "Ele contou que imaginou que houvesse uma saída pelos fundos da farmácia", afirma o delegado Marcelo Hercos, que tomou o depoimento do criminoso antes de ele ser recolhido à carceragem da Delegacia de Nossa Senhora da Glória, onde estava até a noite deste domingo. A polícia ainda faz buscas tentando localizar o segundo assaltante. Segundo a dona da farmácia, o criminoso atirou nas reféns logo depois de entrar no estabelecimento e passou a fingir que estava tudo bem para ganhar tempo. As duas jovens foram atingidas por tiros na cabeça. Bruna morreu no local. Francislaine chegou a ser atendida e transferida para Aracaju, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã deste domingo. Depois de mais de quatro horas de negociação, o assaltante aceitou se render, por volta das 23h30, com a condição de que fosse enviada ao local uma ambulância. Quando ela chegou, o assaltante foi atendido, mas as reféns não - a polícia alega que desconhecia que elas estavam feridas. Sem outro veículo para transportá-las ao hospital, elas foram levadas em carros policiais.

Agencia Estado,

29 Abril 2007 | 21h30

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