Enterrados mais quatro vítimas do vôo 3054, no RS

Acidente é o maior da história da aviação brasileira, deixando pelo menos 200 mortos

Elder Ogliari, do Estadão

24 Julho 2007 | 19h59

Num dia de mais quatro velórios no Rio Grande do Sul, o corpo do piloto Marcos Stepansky, 30 anos, que ficou conhecido como o passageiro 187 do vôo 3054, foi enterrado na tarde desta terça-feira, 24, no Cemitério Jardim da Paz, em Porto Alegre. As homenagens fúnebres e a cerimônia de despedida foram restritas aos amigos e familiares, que não se pronunciaram sobre a tragédia.   Stepansky  trabalhava na TAM havia pouco tempo e voou na condição de piloto "não-operante". Como embarcou sem fazer check-in, seu nome não apareceu nas listas iniciais de vítimas e só foi incluído pela TAM na sexta-feira, depois das reclamações da família e da comprovação, por informações de outros funcionários e de imagens do aeroporto, de que ele estava a bordo.   Toda a família é ligada à aviação. O avô de Marcos, João, de 85 anos, foi piloto da Varig. O pai, Carlos Henrique, e o tio, Vitor, são pilotos comerciais. Em São Paulo, Marcos faria exames para se habilitar a pilotar aviões como o Airbus que saiu da pista de Congonhas e chocou-se contra um depósito da TAM.   A comissária Mara Aline da Silva, de 30 anos, funcionária da TAM, também foi enterrada no Cemitério Jardim da Paz. Ela morava em São Paulo, mas havia viajado ao Sul para visitar a família. O corpo de outra vítima, o administrador Richard de Sales Canfield, de 30 anos, foi cremado no Crematório Metropolitano São José, também em Porto Alegre.   A família vai esperar pela identificação e cremação do diretor do aeroclube de Santa Maria, Clove Mendonça Júnior, de 42 anos, para fazer uma cerimônia conjunta de despedida. Os dois iriam tratar da obtenção do visto para os Estados Unidos, onde fariam treinamento especializado de saltos de pára-quedas, paixão que compartilhavam. As cinzas de ambos serão lançadas de um avião, mas a região ainda não está escolhida, informou o irmão, Henry de Sales Canfield, 28 anos.   Em Camaquã, na zona sul do Rio Grande do Sul, o menino Renan Klug Ribeiro, de 13 anos, foi enterrado no Cemitério Bom Jesus. Ele era filho da chefe do pronto-socorro do Hospital Nossa Senhora Aparecida, Vilma Klug, 33 anos, com quem ia a Natal passar férias. O corpo da mãe ainda não foi identificado.

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