WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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Enterro de investigador reúne centenas de policiais civis no Espírito Santo

Mario Marcelo Albuquerque tinha 44 anos e foi morto após trocar tiros com bandidos; ele deixa a mulher e dois filhos, de 8 anos e 8 meses

Marcio Dolzan, Enviado especial

08 Fevereiro 2017 | 17h21

VITÓRIA - Pétalas de rosas lançadas de um helicóptero em meio a uma chuva fina que caía sobre o Cemitério Jardim da Paz, na cidade de Serra, na Grande Vitória, serviram como última homenagem ao policial civil Mario Marcelo Albuquerque, de 44 anos. Ele foi morto na madrugada de terça após trocar tiros com bandidos na rodovia que liga Colatina a Vitória. Marcelinho, como era conhecido, é uma das 95 vítimas do caos na segurança pública que se instalou no Espírito Santo desde o último sábado.

Mulher do investigador, Patrícia Albuquerque estava muito emocionada. Durante o sepultamento, ela segurava no colo o filho mais novo, Kaio, de apenas 8 meses. O mais velho, Kaique, de 8 anos, era consolado por parentes.

"Espero que a mensagem que fique é que acabe logo tudo isso que está acontecendo. Hoje foi o meu marido, mas amanhã poderá ser o familiar de outra pessoa ou outro policial", disse Patrícia, ao Estado. "Não culpo ninguém pelo que aconteceu, mas tudo isso que estamos vendo tem que acabar."

Lotado na Divisão de Crimes contra a Vida, em Vitória, o investigador de polícia Mario Marcelo Albuquerque foi morto ao tentar intervir em um assalto. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu assim que chegou ao hospital.

A morte de Albuquerque foi um dos motivos que levaram agentes da Polícia Civil a anunciar uma paralisação até a meia-noite desta quarta. A partir desta quinta-feira, 9, eles atuarão apenas nas delegacias regionais do Estado. Unidades menores ficarão fechadas por tempo indeterminado.

O enterro do investigador reuniu pelo menos 500 policiais civis. Policiais militares à paisana, mas trajando coletes à prova de balas da corporação, também estiveram presentes, assim como alguns soldados das Forças Armadas. 

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