Enterro do bebê Arthur reúne mais de 100 pessoas

O bebê Arthur, que aguardava por um transplante de coração para sobreviver, foi enterrado por volta das 10 horas desta segunda-feira, 10, no Cemitério do Caju, na zona portuária do Rio. Mais de cem pessoas comparecem ao local. Muito emocionados, os pais da criança, Rafael Paim e Beatriz Schlobach, decidiram enterrar o filho junto com um brinquedo que ele havia ganho no aniversário de quatro meses, comemorado em 14 de março.Durante a cerimônia, foram distribuídos folhetos com uma carta aos profissionais de saúde, escrita por Rafael em 15 de janeiro. Nela, ele diz que a desinformação dos médicos em relação à doação de órgãos de bebês anencéfalos (anomalia que impede a formação total do cérebro) é um obstáculo para o transplante. E apela para a participação das pessoas."Do jeito que é hoje (o Sistema Nacional de Transplantes) não funciona", disse Rafael, que, durante os últimos cinco meses, chamou atenção a importância da doação de órgãos e para as falhas no processo de captação. Arthur morreu às 15h30 deste domingo, de falência múltipla de órgãos, no Hospital das Clínicas, onde estava internado desde o dia 7 de março, após transferência do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio.

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