Ernesto Rodrigues/AE-13/12/2008
Ernesto Rodrigues/AE-13/12/2008

Entidade, agora, diz que analisa se poderá cumprir o contrato

Segundo presidente do Sindafebol, até agora só foi feito um teste piloto em Curitiba sem usar a verba do governo

, O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2011 | 00h00

BRASÍLIA

O presidente do Sindafebol, Mustafá Contursi, disse ontem ao Estado que a entidade está analisando se poderá executar todo o projeto do Ministério do Esporte até o fim do prazo do contrato (março de 2012).

"Estamos avaliando nossa capacidade operacional", explicou, depois de o sindicato apresentar ao governo atestados em que garantia poder executar o convênio de cadastro das torcidas organizadas previsto no projeto de preparação da Copa do Mundo de 2014. "Não aconteceu ainda porque estamos fazendo o levantamento da operacionalidade."

O Sindafebol assinou o contrato em que se comprometia a entregar o cadastro dentro do prazo previsto. Mas, segundo seu presidente, a única coisa feita até agora foi um teste piloto em Curitiba por dois técnicos "não contratados", sem usar os R$ 6,2 milhões já liberados pelo governo federal.

"O teste vai avaliar o apelo do cadastramento e a resposta dos torcedores à nossa campanha", disse Contursi. Oito meses depois da assinatura do convênio e mais de quatro meses da liberação do dinheiro, o sindicato não sabe se entregará o serviço.

"Vamos fazer uma reunião da diretoria do sindicato, estamos modificando os procedimentos", explicou Contursi. Segundo ele, o sindicato deverá ter uma resposta em setembro se terá ou não condições de levar o contrato adiante.

Divergências. Os esclarecimentos do sindicato sobre o tema contrastam com os argumentos do Ministério do Esporte para a celebração do convênio. O ministério não acusa atraso nos trabalhos. "O convênio com o Sindicato do Futebol foi considerado mais adequado, pois aproxima o poder público dos clubes e das torcidas", justificou.

O assessor especial de futebol do Ministério do Esporte, Alcino Reis, não respondeu à reportagem do Estado. Ele teria sido um dos principais interlocutores de Contursi nas negociações prévias à apresentação da proposta de cadastramento dos torcedores. Reis foi avalista da capacidade técnica.

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