Entidade critica 'espetaculosidade' de operação no Rio

Ação foi deflagrada nesta sexta, 11, e prendeu 28 pessoas, entre eles delegados, policiais civis e militares suspeitos de ter envolvimento com tráfico de drogas, armas e venda de informações policiais

Solange Spigliatti, Central de Notícias

11 de fevereiro de 2011 | 16h17

SÃO PAULO - A Associação dos Delegados de Polícia do Rio de Janeiro (Adepol) criticou, em nota divulgada nesta sexta-feira, 11, a operação Guilhotina, deflagrada no Rio de Janeiro com o objetivo de prender delegados, policiais civis e militares suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, armas e munições, milícias e venda de informações policiais.

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linkOperação da PF no Rio contra policiais envolvidos com tráfico prende 28

Na nota, a Adepol critica "o método espetaculoso da operação, com mobilização excessiva de agentes, invasão de delegacias, revistas infrutíferas e prisões ilegais de policiais com trabalho e endereço certo".

Além disso, o presidente da associação, Wladimir Reale, protestou contra o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, pela forma como está sendo conduzida a operação. Segundo Reale, "houve claro abuso de poder, usado de forma pirotécnica, tratando-se policiais de forma indigna".

Para o presidente da Adepol, "tudo devia ser feito com base no devido processo legal e amplo direito de defesa, como prevê a Constituição, e não de uma forma arbitrária, humilhando policiais e manchando a imagem da instituição".

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