Entidade de turismo defende restrição

Para presidente da SPTuris, medida é necessária para garantir segurança

O Estadao de S.Paulo

21 Julho 2007 | 00h00

O presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Caio Luiz de Carvalho, defendeu as restrições de vôo no aeroporto de Congonhas, ressaltando que a diminuição no movimento no tráfego aéreo é necessário para garantir a segurança mesmo com implicações no turismo de negócios e de lazer na cidade. "O governo federal acatou nossas reivindicações. A diminuição do tráfego aéreo em Congonhas vai repercutir no turismo de negócios, mas o importante no momento é ganharmos credibilidade. São Paulo é a capital econômica do País, e nossa cidade vai se adequar à nova realidade do aeroporto de Congonhas", disse Carvalho. O presidente do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo, Eduardo Nascimento, concordou com a diminuição dos vôos em Congonhas, ressaltando que a sobrecarga no aeroporto já prejudicava executivos e visitantes. "Chegamos em uma situação em que o impacto negativo causado pela diminuição de vôos era necessário. Só lamento a proibição de vôos fretados e charters no aeroporto porque eles só operavam aos finais de semana, quando o tráfego aéreo é bem menor em Congonhas." COMÉRCIO A notícia da restrição de vôo em Congonhas causou preocupação aos funcionários empregados nas lojas no aeroporto. A cabeleireira Aparecida Maria Messias, de 40 anos, disse que teme por seu emprego e de quatro colegas da ADB Cabeleireiros e Barbearia. "Tem que resolver os problemas que vêm ocorrendo há muito tempo, e não vir com essas restrições de uma hora pra outra." Pérsio Bianco, gerente da Esportes Gali Center, disse que a loja deve demitir funcionários,se houver a queda de vendas. "É uma situação irreversível."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.