Entidade paulista já cadastrou 45 mil torcedores no Estado

Segundo presidente da federação, Marco Polo del Nero, o processo é simples e a atuação do[br]Sindafebol, ''lerda''

Fernando Gallo, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2011 | 00h00

A Federação Paulista de Futebol (FPF) faz há cinco anos, no Estado de São Paulo, o mesmo tipo de cadastramento de membros de torcida organizada que o Sindicato das Associações de Futebol (Sindafebol) avalia se terá condições de fazer. A FPF é associada ao Sindafebol, que recebeu R$ 6,2 milhões de um convênio com o Ministério do Esporte, mas não entregou o serviço.

Segundo o presidente da federação, Marco Polo del Nero, em função de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em setembro de 2006 com o Ministério Público, a FPF já cadastrou 45 mil torcedores - o Ministério do Esporte participou da assinatura e do acompanhamento do TAC. Del Nero informou que a entidade gastou R$ 900 mil ao longo dos cinco anos. O processo, de acordo com ele, é bastante elementar. "É tão simples, né? É um software e alguém cadastrando esses torcedores."

O presidente da federação paulista disse ao Estado que o ministro do Esporte, Orlando Silva, sempre pergunta sobre o recadastramento paulista: "Ele vem acompanhando, sim. Sempre pergunta, sempre falo com ele. Temos uma ótima relação".

Del Nero avalia como "lerda" a atuação do Sindafebol, presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi, e afirma que sua relação com o sindicato está "abalada". "Está demorando pra fazer o cadastramento. Ele não nos falou (que firmou o convênio), e deveria saber que temos 45 mil pessoas cadastradas e um software que, bem ou mal, funciona."

O presidente da federação paulista negou que soubesse da assinatura do convênio, embora o vice-presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, seja também vice-presidente financeiro do Sindafebol. "Isso é caso de presidente com presidente. O presidente Mustafá tinha que repassar pra mim esses dados. Normalmente os vices não se manifestam."

O presidente da comissão de arbitragem da FPF, coronel Marcos Marinho, responsável pelo cadastramento em São Paulo, afirmou que o Ministério do Esporte queria fazer o cadastramento em âmbito nacional desde 2006, mas desistiu porque tinha de abrir licitação. "Fizemos um projeto piloto em São Paulo. Uma empresa se prontificou a fazer e demonstrou que seria possível. Só que é aquele negocio, (pela legislação) não pode ter exclusividade, tem que ter outras empresas envolvidas. Esse processo iria demorar muito."

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