Entidades de assistência social se concentram no Sudeste

Entidades de assistência social se concentram no Sudeste

Dos 14,8 mil órgãos existentes no País para atender população mais vulnerável, mais da metade fica na região, aponta PEAS 2013

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2014 | 10h00

RIO - A desigualdade entre as regiões brasileiras se estende às entidades que prestam assistência à população mais vulnerável. De acordo com a Pesquisa de Entidades de Assistência Social Privadas sem Fins Lucrativos (PEAS) 2013, divulgada nesta quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil 14.791 entidades criadas para esse fim, sendo mais da metade delas, 52%, no Sudeste, e 24,9%, no Sul, justamente as regiões mais desenvolvidas do País. O Nordeste tem 13,3%, o Centro-Oeste, 7%, e o Norte, 2,9%.

Feita por meio de entrevistas pelo telefone, a PEAS 2013 tem duas fases. Esta primeira examina dados como público-alvo, abrangência territorial e serviços prestados pelas entidades. A segunda terá informações detalhadas sobre a atuação e a estrutura delas. O levantamento partiu do Cadastro Central de Empresas do IBGE. 

A PEAS anterior data de 2006 - foi a primeira pesquisa do IBGE a se debruçar sobre o cenário. No levantamento de 2013, que inclui entidades criadas até 2012, verificou-se que o público-alvo predominante eram as famílias, seguido pelas crianças de 0 a 12 anos e por adolescentes.

O público-alvo que menos apareceu foram os povos e comunidades tradicionais. As áreas de atuação principais foram educação, religião, cultura, esporte, direitos humanos e reabilitação.

O universo original era de 36.782 entidades, mas apenas 14.791 foram consideradas ativas e atuando dentro do âmbito da pesquisa - o IBGE constatou que 1.127 estavam paralisadas e 2.245, inativas.

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