FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Entidades de direitos humanos se reúnem com Polícia Civil para discutir ações na Maré

Pela manhã, mãe de adolescente vítima de violência prestou depoimento

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2018 | 13h46

RIO - Representantes de entidades de defesa dos direitos humanos estiveram reunidos na manhã desta segunda-feira, 25, com chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, para falar sobre a ação policial no Complexo da Maré, na última quarta-feira, que resultou na morte do estudante Marcos Vinícius, de 14 anos, e de seis outros jovens - suspeitos de tráfico de drogas, segundo a polícia. A mãe de Marcos Vinícius, Bruna da Silva, de 36 anos, prestou depoimento na Delegacia de Homícidio também nesta manhã. Antes de morrer, o adolescente disse para mãe que o tiro que o atingiu tinha partido de um blindado da polícia

A reunião com entidades de defesa dos direitos humanos durou cerca de duas horas e meia. Um documento foi entregue a Rivaldo Barbosa, com uma série de solicitações para que ações policiais em áreas de grande concentração populacional, como a Maré e tantas outras comunidades, sejam menos letais. 

+++Testemunha afirma que tiro contra estudante morto na Maré partiu da polícia

O documento também pede transparência na realização de operações policiais, com a realização de um plano de redução de dados para que mortes sejam evitadas e para que seja garantida a entrada de ambulâncias para socorro às vítimas, entre outras medidas. Na quarta-feira, Bruna contou que a ambulância que levaria seu filho para o hospital Getúlio Vargas, onde foi operado, mas acabou morrendo, demorou para ter autorização da polícia para entrar na comunidade.

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