Entidades lançam campanha contra novas taxas em São Paulo

A aprovação das taxas municipais do lixo e da luzno final do ano passado pela Câmara Municipal de São Paulo e de iniciativa da Prefeiturada capital motivou o lançamento de uma campanha contra o aumento abusivo de impostos e de novas taxas. Cerca de 300 pessoas ligadas a entidades empresariais, sindicatos, ongs e outras associações participaram do evento, ocorrido nesta terça-feira na cidade."O cidadão está cansado dessas cobranças abusivas. Nossa campanha objetivacontrapor essa decisão que a Câmara Municipal tomou, baseada em forte pressão daPrefeitura", destacou o segundo coordenador-geral do Pensamento Nacional das BasesEmpresariais (PNBE), Gilberto Dib.Segundo ele, a idéia é coletar assinaturas suficientes (cerca de 350 mil) para enviar àCâmara um projeto de iniciativa popular para revogar os dois tributos criados. Paralelamente aessa iniciativa, haverá também um abaixo-assinado de cunho político, destacando que acriação desses impostos é inaceitável.Gilberto Dib diz que é incoerente criar novosimpostos num momento em que o País discute a Reforma Tributária e, além disso, osimpostos acabam onerando a produção. Entre as entidades que participam do movimento estão a Ação Nacional pela Justiça Tributária (Anjut) e o Movimento Defenda São Paulo.De acordo com o projeto aprovado pela Câmara Municipal, a Contribuição para Custeioda Iluminação Pública (Cosip) será de R$ 11 para imóveis não-residenciais e R$ 3,50 para imóveis residenciais. Já a taxa de lixo, denominada Taxa de Resíduos Sólidos e Domiciliares vai variar de R$ 18,41 a R$ 122,72 para imóveis não-residenciais e de R$ 6,14 a R$ 61,36 para imóveis residenciais, dependendo da quantidade de lixoproduzida. Além da iniciativa de criação deste movimento, o PNBE enviou um ofício, há 20 dias, para a prefeita Marta Suplicy (PT), solicitando audiência para que o assunto fosse discutido e esclarecido."Queremos saber, por exemplo, a justificativa da Prefeitura para essas novas taxas e também a razão delas terem sido aprovadas de última hora, como um rolo compressor", reiterou Gilberto Dib. De acordo com ele, a princípio, está agendado um encontro com o secretário municipal de Finanças, João Sayad, para o dia 11 de março.

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