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Entidades lançam movimento pelo transporte público

O Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) e outras entidades lançam nesta quinta-feira, em Brasília, o Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte. O objetivo principal é inserir na agenda social e econômica o transporte público como um serviço essencial."O transporte de passageiros é um problema sério, uma vez que o cidadão está perdendo a mobilidade", avalia o vice-presidente da Abifer, Ronaldo da Rocha. "E há estudos que mostram que o desenvolvimento econômico está diretamente ligado à mobilidade", acrescenta.Hoje, o transporte prioriza o individual, em detrimento do coletivo. Pesam ainda contra o segmento a supressão, pela Constituição de 1988, dos recursos cativos para o transporte público; a ausência do governo federal nas políticas de transporte urbano; queda no volume e na regularidade dos investimentos, sucateamento dos sitemas de trens metropolitanos, entre outros.Mas há inúmeras justificativas para investir em transporte público, como o aumento dos congestionamentos proporcionados pelos automóveis, mais gastos - estima-se em R$ 20 bilhões por ano os custos decorrentes da perda de produtividade, saúde, manutenção, combustíveis, entre outros -, desperdício energético e perda de mobilidade, isso sem contar a redução dos acidentes de trânsito, que matam 30 mil pessoas por ano e ferem outras 350 mil, das quais 120 mil se tornam deficientes físicas.Rocha pondera também que a moradia está se tornando fator de empregabilidade. "Muitas empresas só estão contratando funcionários que moram na região em que está situada". Além disso, o transporte público é, por si só, gerador de empregos e renda. "O setor gera cerca de 700 mil empregos diretos em todo o País", informa.É por essas e outras razões que o Simefre e a Abifer, junto com a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô de São Paulo (Aeamesp), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte (CNTT/CUT), o Fórum Nacional dos Secretários de Transporte Urbano e Trânsito, o Fórum Nacional da Reforma Urbana, o Metrô de São Paulo, entre outros, decidiu lançar o movimento, na manhã desta quinta-feira, na Câmara dos Deputados.Também será instaurada uma frente parlamentar para defender projetos de interesse do setor, segundo Rocha. "Tivemos o cuidado de criar uma frente parlamentar não partidária. Não queremos a representação de nenhum partido, apenas de projetos que atendam as propostas do setor", informa ao citar, como exemplo, a destinação para o transporte público urbano de 25% da Contribuição da Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide), incidente sobre combustíveis.

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