Entidades ligadas a ex-militante devem R$ 4 milhões

As entidades investigadas na operação que levou à prisão o policial João Dias Ferreira, autor das denúncias de pagamento de propina ao ministro Orlando Silva, são cobradas a devolver aos cofres públicos R$ 4 milhões.

O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2011 | 03h03

O dinheiro - em valores já corrigidos - foi repassado pelo Ministério do Esporte entre 2005 e 2007 à Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak) e à Associação João Dias de Kung Fu, localizadas em Sobradinho (DF).

Orlando Silva assinou a contratação da Febrak quando era secretário executivo da pasta. A entidade seria a maior beneficiária do programa Segundo Tempo e deveria atender 10 mil crianças e adolescentes. Nada fez.

O outro convênio saiu quando Orlando Silva já era ministro. A Associação João Dias foi contratada em outubro de 2006 para criar mais 25 núcleos do Segundo Tempo. Recebeu R$ 646 mil de um total de R$ 923 mil. A última parcela foi suspensa porque já estava em curso a operação Shaolin, da Polícia Civil do DF, que levou à prisão de João Dias. A entidade foi declarada inadimplente. De acordo com a investigação, não há comprovação do uso do dinheiro. Notas fiscais foram falsificadas para justificar os gastos. / MARTA SALOMON

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