Entidades que não apóiam Lula assinam panfleto pró-candidato

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou as ruas hoje, em todo o País, por meio de panfletagem promovida por militantes de movimentos sociais. No entanto, algumas das organizações que assinam o manifesto não apóiam formalmente a candidatura de Lula à reeleição, como admitiu o coordenador de mobilização da campanha, João Felício. É o caso, por exemplo, da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). De acordo com Felício, "dirigentes dessas associações são favoráveis à reeleição de Lula, embora as entidades não tenham decidido formalmente". No material, não consta, por exemplo, o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem-terra (MST), nem do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), responsável pela depredação da Câmara. Felício explicou que o MST ainda não tomou a decisão de apoiar Lula, embora alguns dirigentes já tenham manifestado simpatia pela reeleição. O dirigente do MLST, Bruno Maranhão, disse ontem, em Recife, que não causaria constrangimento a Lula. Felício informou que foram impressos um milhão de exemplares, para serem distribuídos por militantes. "Queremos envolver a militância no debate eleitoral e no corpo-a-corpo", afirmou Felício. Os panfletos têm quatro páginas e levam o título "Os movimentos sociais voltam às ruas. Por Lula e pelo Brasil". Pelo menos 55 associações subscrevem o documento, que cita, ainda, sem dar nomes, "entidades de defesa de mulheres, portadores de deficiência, economia solidária, meio ambiente,cultura e esporte e lazer".O material traz na capa, vermelha, uma foto de Lula sorridente, cumprimentando dezenas de populares. Internamente, o texto enumera o que, segundo as entidades, justificaria o voto em Lula. Além disso, critica os adversários do petista. "Muito ainda precisa ser feito para corrigir séculos de exclusão social, agravada pelo governo neoliberal do PSDB e PFL", diz o texto. "Quem esqueceu do apagão, das 121 empresas privatizadas a preço de banana, do aumento de tarifas, do arrocho salarial e da falta de compromisso com os mais pobres que marcaram o governo tucano."No total, 21 capitais e dezenas de cidades receberam o material. Foi o primeiro de uma série de sete eventos programados para acontecer até 21 de setembro. A idéia do partido é que Lula participe dos próximos atos.

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