Entidades querem afastamento de secretário Saulo

O Movimento Nacional dos Direitos Humanos ? que reúne mais de 300 entidades em todo o País ? decidiu ontem em reunião com 42 filiadas pedir o imediato afastamento do secretário da Segurança Pública, Saulo Abreu. O pedido tem como base denúncias do esquema de infiltração de presos em quadrilhas pelo Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância (Gradi) ? órgão ligado ao gabinete do secretário. Um ato público pela saída de Saulo foi marcado para terça-feira, às 17 horas, na Assembléia Legislativa. As denúncias contra o Gradi também serão apresentadas pelo movimento às relatorias de Execução Sumária e Tortura da ONU e à Comissão Interamericana da Organização dos Estados Americanos (OEA). Segundo o coordenador estadual do MNDH, Ariel de Castro Alves, o objetivo do afastamento é preservar a apuração que será feita pelo Tribunal de Justiça, a pedido do Ministério Publico Estadual (MPE). Alves defende uma ?verdadeira devassa? na secretaria. ?O que seria incompatível com a permanência do secretário no cargo.? OABA Seção Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou anteontem nota isentando o secretário das acusações. A carta do preso Ronny Clay Chaves, que afirma ter tido contato com Saulo, foi divulgada pela entidade no dia 7. A nota é assinada pelo presidente da OAB paulista, Carlos Miguel Aidar. Na ocasião, o coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB, João José Sady, fez críticas à demora da secretaria em fornecer informações sobre apuração da morte de 12 supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), em março, numa estrada na região de Sorocaba, em confronto com a polícia. A suspeita é de que tenha ocorrido uma execução sumária. Aidar diz na nota ?em nenhum momento? a entidade teve o propósito de acusar Saulo. Sady disse ao Estado que a OAB não recuou. O advogado chegou a afirmar que as acusações contra o secretário foram ?ilações da imprensa?. Na entrevista coletiva Sady disse que ?para limpar qualquer suspeita, ele (Saulo) deveria exigir a apuração?. ?Não fizemos nenhuma acusação contra o secretário?, disse ontem.

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