Entrevistas

Roberto Amaral: Vice-presidente do PSB

, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2011 | 00h00

Antes: "Saí porque queria voltar à política e por exigência do partido"

Por que o sr. saiu?

Porque quis.

O sr. que pediu para sair?

Eu que pedi e acertei com a presidente Dilma Rousseff antes do processo eleitoral. Por isso que tem vários cargos da direção brasileira da ACS que estão vagos. Eu decidi sair antes das eleições. Eu não tinha segurança nenhuma de que iríamos ganhar as eleições. Então achei que era o dever ético meu não nomear (para os cargos vagos).

E por isso o sr. pediu demissão?

Primeiro, porque queria voltar à política e, segundo, por exigência do partido. O Eduardo Campos, acumulando a governadoria de Pernambuco, no primeiro mandato, deu tudo bem, mas no segundo mandato, ele obteve uma projeção muito grande e o partido recebeu muitos desafios de ordem orgânica, e a pessoa indicada para assumir isso, achou o partido, era eu. Eu precisava ter mobilidade para cuidar do partido.

Depois: "Eu pedi para ser demitido, todo mundo faz isso"

Por que o sr. foi demitido?

Eu pedi para ser demitido, todo mundo faz isso. Não posso ser crucificado por isso.

Sendo demitido, recebeu valores que não receberia pedindo demissão. Por que foi demitido?

Pergunta a quem me demitiu.

Quem demitiu o sr.?

A presidente da República.

Mas o sr. disse antes que pediu para sair, para se dedicar ao PSB.Sua matéria tem um viés que é para bater em mim. Eu conversei com você achando que poderia conversar na confiança.

Temos a informação de que o sr. recebeu pelo menos R$ 280 mil. Qual o valor total?

Por que o tenho que lhe dizer?

É dinheiro público...

É dinheiro da ACS. Então investigue. O salário também é dinheiro público, porque eu tenho que revelar isso?

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