Envolvido na morte de juiz é condenado a 19 anos de prisão

João Carlos Rangel Luisi, um dos acusados de matar Antonio José Machado Dias, juiz-corregedor de Presidente Prudente, no oeste do Estado de São Paulo, foi condenado a 19 anos de reclusão em regime fechado. Dias foi morto numa emboscada e março de 2003 quando voltava do fórum para casa. Seu carro foi fechado por outros dois veículos e ele foi baleado. O juiz era o responsável por conceder ou negar benefícios aos presos da região, entre eles líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Luisi foi condenado por homicídio duplamente qualificado, caracterizado pelo motivo torpe e pela emboscada. O veredicto foi lido à 1h40 desta terça-feira pela juíza Liza Livingston, do 1º Tribunal do Júri do Fórum da Barra Funda, na zona oeste da cidade de São Paulo. A defesa de Luisi anunciou que vai apelar da decisão, mas o condenado vai aguardar o recurso preso. Ele está detido desde a época do crime. O crime Machado foi assassinado pouco depois de deixar o fórum, em 14 de março de 2003. Ele foi baleado após seu carro ser fechado por dois outros veículos. Responsável por conceder ou negar benefícios para presos da região de Presidente Prudente, entre eles líderes do Primeiro Comando da Capital, o juiz era considerado "linha dura" ao julgar pedidos dos presos. Em dezembro passado, Ronaldo Dias, de 29 anos, o Chocolate, foi condenado a 16 anos e oito meses de prisão pelo mesmo crime. Outros dois homens são acusados de envolvimento na morte do juiz corregedor: Reinaldo Teixeira dos Santos e Adilson Daghia, o "Ferrugem", que foi preso em novembro de 2006 na zona leste de São Paulo por agentes do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).

Agencia Estado,

13 Fevereiro 2007 | 03h49

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