Enxurrada de lama de barragem pode chegar ao Espírito Santo

Governador Valadares fará teste de água e Serviço Geológico adianta monitoria 24h da Bacia do Rio Doce

TÂNIA MONTEIRO, O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2015 | 22h59

A enxurrada de lama proveniente do rompimento de barragens em Mariana, Minas Gerais, já teria atingido afluentes do Rio Doce a 100 quilômetros da cidade mineira. Análises do Serviço Geológico do Brasil indicavam a possibilidade de os rejeitos de minério chegarem ao Espírito Santo nas próximas 48 horas. 

Por causa do desastre, o órgão antecipou o início da operação do serviço de monitoramento contínuo da Bacia do Rio Doce, que abrange 15 municípios do leste de Minas Gerais e do Espírito Santo. O monitoramento 24 horas deveria funcionar apenas a partir do dia 23.

Apesar de não haver informações sobre a toxicidade da lama, a prefeitura de Governador Valadares planejava parar o bombeamento do rio para consumo humano, para avaliar as condições de abastecimento. 

Uma sala de acompanhamento foi montada no Palácio do Planalto desde o fim da tarde de quinta-feira, para monitorar de perto o desenrolar dos acontecimentos e acelerar a tomada de medidas que dependem de órgãos federais. A Agência Nacional de Águas (ANA), por exemplo, está fazendo uma avaliação de impacto ambiental para ver se, como e quanto as populações das cidades próximas onde houve o rompimento da barragem serão afetadas. 

Outorga. Entre as medidas adotadas pelo governo, a Casa Civil pediu ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão ligado ao Ministério das Minas e Energia, que faça um levantamento completo das informações sobre a outorga e a regularidade do funcionamento das barragens da Samarco.

A presidente Dilma Rousseff divulgou sete tweets falando sobre a tragédia e pedindo apuração com “rigor” do que teria causado o rompimento das barragens. A presidente ainda se solidarizou com as vítimas nas redes sociais e elogiou o trabalho de voluntários que estão atuando na região.

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