Epidemia de dengue deixa Paraty e Angra dos Reis em alerta

Quem está planejando passar os feriados de Tiradentes e de Primeiro de Maio na Costa Verde fluminense deve ficar atento. Dois municípios da região, Paraty e Angra dos Reis, concentram 37% dos 13.654 casos de dengue registrados no Estado desde o início do ano, ou seja, 5.161, configurando uma epidemia, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Para tentar conter o avanço da doença, o governo enviou equipes para reforçar as ações de bloqueio, mas, em Paraty, a prefeitura admite que o turismo já está sendo prejudicado.Nas duas cidades, o índice de infestação do mosquito transmissor da dengue é bem maior do que o limite de 1% estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, em Angra há regiões com 3,4%. Em Paraty, onde a doença atinge 471 pessoas a cada 10 mil habitantes, 39 vezes mais alta do que a do Rio, o quadro é ainda mais crítico, com bairros onde o índice atinge 4,5%. Uma das hipóteses para o crescimento do número de casos em ambos os municípios é a grande quantidade de casas veraneios que ficam fechadas durante a baixa temporada turística, o que impede a ação dos técnicos da saúde. Outra possível razão é a importação da doença, já que o fluxo de turistas vindos de várias partes do País, incluindo áreas com grande concentração de casos, é grande. Agentes do Estado, em conjunto com equipes do município de Paraty, desenvolvem diversas ações para controlar a proliferação do vetor da dengue, como o bloqueio nas residências de casos suspeitos, mutirões de limpeza, por meio de visita casa a casa em todos os 17 bairros da zona urbana, aplicação de inseticida espacial (fumacê) e larvicidas, além de palestras nas escolas e distribuição de folhetos.

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