Equatoriano reclama de perseguição pessoal

Condenado a três anos de prisão sob a acusação de ofender o presidente da Corporación Financiera Nacional do Equador, Camilo Samán, o editor de Opinião do jornal El Universo, Emilio Palacios, afirmou ontem que o governo do presidente Rafael Correa persegue a imprensa de forma diferente de outros países da região.

RIO, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2010 | 00h00

Segundo Palacios, Correa se concentra em ações contra alguns profissionais e veículos, dos quais não gosta, personalizando a perseguição. Palacios afirmou que a má-vontade presidencial em relação a ele surgiu quando o hoje presidente era ministro das Finanças - e ele o criticou em artigo com o título Bocarra. Desse ódio teria resultado, depois, a ação judicial movida por Samán, que o condenou em primeira instância. Palacios está recorrendo da sentença e aguarda pronunciamento da segunda instância.

Segundo Palacios, muitos achavam que, por ser economista que estudou no exterior, o presidente equatoriano não agiria como militares do passado em relação à imprensa, mas isso não se confirmou.

Correa, disse o editor, voltou a utilizar contra jornalistas figuras jurídicas que tinham caído em desuso, como o desacato (ofensa a funcionário público) e a punição da injúria com prisão. "Fui condenado a três anos de prisão porque teria ofendido um funcionário público." / W.T.

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