Equipe da Fundação Guggenheim visita Píer da Praça Mauá

O domingo cinzento e chuvoso no Rio não atrapalhou a visita da equipe da Fundação Guggenheim ao Píer da Praça Mauá. Depois de sobrevoar a Zona Sul da cidade, o arquiteto francês Jean Nouvel deixou o local encantando com a Baía de Guanabara e a calça preta repleta de carrapichos. Na beira do píer, hoje com terra e mato, Nouvel analisou o cenário e buscou informações sobre o local que poderá sediar a versão cairoca do Museu Guggenheim.Hoje o arquiteto, integrante da equipe que vai examinar a viabilidade da construção do museu na área, vai se reunir com o secretário municipal de Urbanismo, Alfredo Sirkis, para avaliar em profundidade o plano diretor da Prefeitura para a cidade. Nesta segunda-feira, também, dará entrevista junto ao presidente da fundação Guggenheim, Thomas Krens, sobre as perspectivas da construção do museu.Thomas Krens chegou a comentar que, no futuro, após a construção do museu, a área vai se tornar um novo ponto turístico da cidade. "É um ponto estratégico, central. O museu vai integrar as populações de maior e menor renda", completou Nouvel. Algumas das preocupações do arquiteto francês diziam respeito à proximidade de terminais de transporte, existências de garangens para automóveis e à manutenção do fluxo de navios turísticos no cais. Perguntou até se havia metrô na região da cidade.O local, na zona portuária, com pouca oferta de transporte, é objeto de um antigo projeto urbanístico da Prefeitura. A visita ao píer começou por volta das 16h15 e durou quase uma hora. Participaram os secretários de Cultura, Ricardo Macieira, e de Urbanismo, Alfredo Sirkis, além do presidente da Companhia Docas, Francisco Pinto. A empresa é favorável ao projeto, mas não tem recursos para executar a obra. "Depois do projeto de viabilidade, vai ser preciso levantar o ?(financiamento) ao projeto", comentou Pinto. Pela manhã, o roteiro de helicóptero estendeu-se da Barra da Tijuca até a Praça Mauá, das 10h40 até o meio-dia, pela orla da cidade.Do helicóptero, Novel e o secretário de Culturas sobrevoaram e puderam observar em detalhes a vista do píer e arredores. Segundo Macieira, o arquiteto francês ficou impressionado com a topografia da cidade, entrecortada por morros. Do chão, analisou a forte claridade do local e as edificações da zona portuária. Antes de entrar no carro, questionado sobre a quantidade de carrapichos nas calças, comentou bem-humorado: "Vou guardá-los".

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