Equipe de busca retira 75 corpos dos destroços do voo 447

Equipes de busca francesas trouxe para a superfície 75 corpos dos destroços do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico próximo à costa brasileira há dois anos e matou todas as pessoas a bordo.

REUTERS

01 de junho de 2011 | 09h07

A equipe de busca que investiga os destroços do voo 447 da Air France, retirou cuidadosamente dois corpos de uma profundidade de 3.900 metros no começo de maio, ainda atados a seus assentos, e retirou amostras de DNA deles.

Desde então, a equipe retirou mais 75 corpos e ainda irá retirar mais, disse em Paris um porta-voz da polícia militar francesa encarregado da operação.

"Setenta e cinco corpos foram retirados, mas as operações ainda estão acontecendo e teremos de esperar até o final da busca para ter um número final", afirmou, exatamente dois anos após o acidente.

Ele não deu detalhes sobre o estado dos corpos. Os primeiros dois cadáveres recuperados estavam relativamente bem preservados nas geladas profundezas do oceano, mas sofreram algumas danos ao serem levados para a superfície.

Investigadores estão trabalhando para identificar as vítimas e notificar os familiares.

Todos os 228 passageiros e tripulantes a bordo do voo morreram quando a aeronave caiu no oceano após decolar no Rio de Janeiro em 2009. Nos dias após o acidente, equipes de resgate recuperaram cerca de 50 corpos que estavam à deriva no oceano, mas o avião destruído foi encontrado apenas neste ano após uma ampla busca.

Dados recuperados dos gravadores de voo e divulgados na semana passada mostraram que o avião perdeu o controle quatro minutos antes de cair no oceano, gerando questões sobre a forma com que a equipe enfrentou a situação de aparente emergência de "alarme de paralisação".

As caixas-pretas, recuperadas no mês passado, mostraram que o piloto estava ausente da cabine, e um piloto de 32 anos sem muita experiência havia erguido a ponta do avião para cima enquanto a aeronave se tornava instável, gerando um alerta audível de paralisação.

(Reportagem de Vicky Buffery)

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