Equipe de confiança de Alckmin ganha reforços

Em campanha pelo candidato tucano à Presidência, José Serra, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), preteriu a criação de um gabinete de transição até o dia 31, data da conclusão do segundo turno, mas vem encorpando com nomes de sua confiança o time que vai trabalhar no Palácio dos Bandeirantes a partir de 2011.

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2010 | 00h00

Alckmin já escalou quatro nomes para realizar a tarefa, considerada por ele "tranquilíssima". Sob coordenação do deputado estadual Sidney Beraldo, ex-secretário de Gestão de Serra, a equipe de transição é formada, por enquanto, pelo deputado Silvio Torres (PSDB-SP), pelo ex-secretário dos Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes e pelo ex-chefe de gabinete de Alckmin e seu secretário pessoal, Orlando Baptista.

A divisão de trabalho entre Torres, Fernandes e Baptista ainda não foi definida. Beraldo, que lidera o grupo, mantém rotina de viagens de campanha para o interior paulista a fim de converter votos da ex-presidenciável verde Marina Silva para Serra.

Esses nomes, e outros que ainda serão definidos ao longo do mês, passarão a trabalhar em conjunto com uma equipe de Serra para manter a execução dos atuais programas de governo. "Nós vamos dar continuidade a todos os projetos em andamento e agregar novas propostas para São Paulo", afirmou Alckmin.

O local onde trabalhará o gabinete de transição, a partir de 1.º de novembro, também está sendo organizado. Será no último andar do Edifício Cidade, centro da capital paulista. É o mesmo local onde Serra fez sua transição para o Palácio dos Bandeirantes em 2006 e área reservada para despachos do governador.

Naquela ocasião, Serra pediu discrição no processo para não atrapalhar a disputa de Alckmin com Lula, no segundo turno das presidenciais. O mesmo deve acontecer agora em prol de Serra. "Vamos discutir ideias, analisar propostas e os programas. Alckmin nos nomeou para dar início ao processo", observou Torres. "É um governo de continuidade e o trabalho será o de estabelecer um modelo de transição."

Segundo Torres, o perfil de Alckmin é "um pouco diferente" do de Serra. "O que basicamente vai se trabalhar é compatibilizar com o que já está em andamento", afirmou. A configuração do próximo secretariado, no entanto, fica para depois das eleições.

A especulação e definição de nomes permanece "congelada" entre tucanos, mas a expectativa é que Alckmin faça mudanças significativas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.