André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Equipe econômica deve decidir quais Estados poderão aderir a BNDES

Banco de fomento lançou nova linha de crédito destinada a financiar ações na área da segurança pública

Carla Araújo, Igor Gadelha e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

01 Março 2018 | 18h03

BRASÍLIA - O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse nesta quinta-feira, 1º, que caberá à equipe econômica e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a palavra final sobre a possibilidade de Estados em dificuldade financeira tomarem empréstimos na nova linha de crédito do banco de fomento destinada a financiar ações na área da segurança, o "BNDES Segurança". Segundo ele, as discussões sobre possíveis flexibilizações dos limites de acesso ao crédito ainda estão sendo feitas.

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Em reunião com governadores mais cedo, o presidente Michel Temer (MDB) anunciou a criação do "Programa Nacional de Segurança Pública", que deve destinar  cerca de R$ 42 bilhões a Estados e municípios em cinco anos. Desse montante, R$ 33,6 bilhões serão oriundos dos cofres do BNDES, que criou essa nova linha de financiamento. Desse total, Jungmann afirmou que R$ 10 bilhões serão destinados aos prefeitos. "Sou grande defensor da participação das prefeituras", disse. 

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Jungmann ressaltou que Estados e municípios terão até oito anos para pagar os empréstimos, dois dos quais de carência. Para isso, terão de seguir as seguintes condições: TLP, taxa de juros usada pelo banco nos demais empréstimos, mais o risco, que dependerá de cada tomador, e spread de 0,9% ao ano, segundo o ministro, o mais baixo entre as demais linhas de financiamento do banco. Em razão das eleições, os empréstimos só poderão ser tomados até 6 de julho. 

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Engajamento

Segundo Jungmann, na reunião com governadores em que o BNDES Segurança foi apresentado, Temer pediu engajamento "ainda maior" dos gestores, principalmente no setor penitenciário. Ele ressaltou que o governo repassou R$ 1,7 bilhão em 2017 e mais de R$ 1 bilhão neste ano para construção de unidades prisionais. "Não estamos vendo velocidade na construção."

Segundo ele, isso tem feito com que o crescimento da população carcerária não seja acompanhado do aumento de unidades.

O ministro afirmou ainda que, na manhã desta quinta-feira, recebeu do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), o projeto que cria o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) no País.

"É uma medida fundamental para nossa principal bandeira, que é a universalização do sistema de segurança", declarou, ressaltando que a proposta é uma espécie de "lei orgânica" da área. A previsão é de que a proposta seja votada na Câmara dos Deputados já na próxima semana. 

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