Equipe especial vai investigar crimes não solucionados no Rio

A grande quantidade de crimes insolúveis no Rio de Janeiro vai obrigar o governo local, junto com a União, a criar nos próximos dias uma equipe especial de investigadores e peritos para apurar os casos que ocorrerem diariamente, deixando outro grupo de policiais trabalhando na apuração dos fatos antigos.Hoje, não há uma estatística segura sobre o número de inquéritos não solucionados, mas existem pelo menos 120 mil pedidos de laudos que ainda não foram atendidos pela polícia técnica, por causa do acúmulo de trabalho e falta de pessoal."Já conversamos com o secretário de Segurança do Rio, Anthony Garotinho, que quer levar esta idéia para adiante. A União entraria com o fornecimento de unidades móveis para a equipe trabalhar no dia-a-dia", afirma o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares.Segundo ele, em muitos casos o autor de um crime recente pertence a um mesmo grupo que teria praticado outro delito no passado. "Além de tudo, a polícia terá mais facilidade na preservação das provas e do próprio local do crime, já que estará investigando a partir do momento em que ele acontece."A idéia é organizar pelo menos quatro equipes com 600 dos 10 mil investigadores do Rio, além de 40 peritos, que trabalhariam em turnos diferentes, mas exclusivamente nos crimes que ocorreram nas últimas 24 horas.Pelas estatísticas do governo, há pelo menos 16 homicídios diariamente no Estado, cabendo a cada agente a tarefa de tentar esclarecer um determinado número de casos. "Hoje todos têm a obrigação de carregar um fardo enorme de inquéritos", diz Soares.

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