Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Equipes de busca resgataram 24 corpos de vítimas do Airbus

Todos estão a bordo de navios brasileiros. Do total, 16 chegam a Fernando de Noronha nesta terça

Central de Notícias,

08 de junho de 2009 | 19h15

O Comando da Marinha e da Aeronáutica do Brasil divulgaram na noite desta segunda-feira, 8, que 24 corpos de vítimas do desastre do voo 447 da Air France, linha Rio-Paris, foram resgatados até o momento. Todos estão a bordo de navios brasileiros, a caminho de Fernando de Noronha, segundo informou o assessor de imprensa da Aeronáutica, tenente-coronel Henry Munhoz. Segundo ele, o resgate foi um trabalho conjunto das marinhas brasileira e francesa. Ao todo, havia 228 pessoas no avião, um Airbus 330.

 

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Do total de corpos, 8 foram resgatados resgatados nesta segunda-feira e estão a bordo da fragata Bosísio. Eles foram encontrados a 440 quilômetros a Nordeste do arquipélago São Pedro e São Paulo, um pouco além das águas juridicionais brasileiras. Não há previsão de chegada destes 8 corpos a Fernando de Noronha. Os outros 16 corpos, que foram resgatados no final de semana e que estão a bordo da fragata Constituição, devem chegar na manhã de terça-feira, 9, a Fernando de Noronha.

 

"Não vamos anunciar corpos avistados. Só vamos falar de corpos resgatados e que estão a bordo de navios brasileiros. Também não falaremos do estado dos corpos", completou. A região onde os corpos foram encontrados tem profundidade de 3.500 metros.

 

Além dos corpos, foram resgatados mais destroços. Segundo Munhoz, não há previsão de quando as partes do avião serão levadas para Noronha. "Não vamos especificar qual peça do foi recolhida. Todos os questionamentos sobre as peças terão de ser feitas ao fabricante". Como a investigação das causas do acidente está a cargo dos franceses, os destroços serão encaminhados às autoridades do país, que poderão fazer o detalhamento das peças encontradas.

 

Não há previsão de quando as partes do avião serão levadas para Noronha. Foto: Marinha do Brasil

 

Helicópteros

 

Dois helicópteros de resgate foram escalados para fazer o traslado dos 16 corpos da fragata Constituição para Fernando de Noronha. São eles o Black Hawk, que se encontra desde o início da semana passada no aeroporto, de prontidão, e o Super Puma, que chegou nesta segunda, 8, de Natal. De acordo com fontes da Aeronáutica, o esquema planejado inclui os dois helicópteros por medida de segurança. Na hipótese de uma pane impedir um deles de levantar voo, o outro estará pronto para a operação.

 

Os helicópteros estão preparados para recolher os corpos quando a embarcação estiver a uma distância máxima de 400 quilômetros de Fernando de Noronha. O local dos resgates fica a cerca de mil quilômetros do arquipélago.

 

Perícia

A perícia inicial dos corpos acontece em Noronha. Vizinho à pista do aeroporto local, um hangar foi destinado para o trabalho dos oito peritos - cinco da Polícia Federal e três da policia civil pernambucana - na pré-identificação dos corpos. A estimativa é de que esta identificação preliminar tenha uma duração de não mais de duas horas por corpo. Dois contêineres frigoríficos, com capacidade para cem cadáveres, faz parte da estrutura montada.
 
Em Noronha, o trabalho será de coleta de impressões digitais - quando possível -, amostras de tecido para exame de DNA e fotos de roupas, documentos e objetos que estejam com os corpos. Tudo será catalogado. No caso de identificação por exame de DNA, o material genético seguirá direto para o Laboratório Forense do Instituto de Criminalística de Brasília.
Após essa fase, os corpos serão levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Recife para identificação, que será feita em conjunto pela Polícia Federal e Polícia Civil de Pernambuco.

 

Buscas

 

As condições meteorológicas não dificultaram as buscas nesta segunda-feira, mas as previsões não são boas para os próximos dias.

 

O assessor de imprensa da Aeronáutica disse ainda que 255 militares da FAB foram deslocados para os trabalhos de resgate em Recife, Fernando de Noronha e Natal. A operação conta com o trabalho de 14 aeronaves - 12 brasileiras e 2 francesas - 1 helicóptero Super Puma foi deslocado hoje de Natal para Noronha. A Marinha atua com 570 militares. O navio patrulha Guaiba substituiu o navio patrulha Grajaú.

 

Segundo Munhoz, a busca pelas caixas-pretas do avião não é prioridade na operação da Marinha e Aeronáutica brasileiras. Operações paralelas dos Estados Unidos e França estão em andamento, mas não foram concretizadas. Um submarino da marinha francesa está a caminho do Brasil e traz equipamentos para procurar as caixas-pretas.

 

(Com Ângela Lacerda, de Recife)

 

 

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