Rodrigo Ziebell / Ascom GVG
Rodrigo Ziebell / Ascom GVG

Equipes de resgate buscam dois bombeiros desaparecidos após incêndio no Rio Grande do Sul

Eles estavam entre os primeiros servidores que chegaram ao prédio da Secretaria de Segurança Pública, em Porto Alegre, para combater o fogo

Eduardo Amaral, especial para o Estadão

15 de julho de 2021 | 23h10

PORTO ALEGRE - Mesmo após um dia inteiro de buscas, os bombeiros não localizaram o 1º Tenente Deroci de Almeida da Costa e o 2º Sargento Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós. Os dois desapareceram durante o incêndio no prédio da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul. O fogo iniciou por volta das 21h30 da quarta-feira, 15, e os dois oficiais estavam nas primeiras equipes que chegaram ao local para combater o incêndio. Munhós estava de folga, mas se apresentou de forma voluntária para auxiliar os colegas.

A operação que busca os dois bombeiros é comandada pelo Tenente-Coronel Eduardo Estevam Rodrigues. Ele conversou com a imprensa no fim da tarde desta quinta-feira, 16, e explicou que as equipes já conseguiram entrar no prédio para tentar encontrar os dois servidores. "Nós precisamos fazer o resfriamento para garantir a segurança das equipes e, concomitante a isso, as equipes de busca adentraram ao local", explicou. As equipes são compostas por bombeiros e cães farejadores.

"Trabalharemos a noite toda para encontrar os militares desaparecidos e também para debelar qualquer risco", afirmou Estevam. Um dos desafios dos bombeiros é manter o prédio resfriado, mesmo com os focos de incêndio já controlados. As equipes de busca foram trocadas no final da tarde. Outra dificuldade é quanto à integridade do edifício, já que as chamas danificaram a estrutura central do prédio.

No local do incêndio, funcionava o Departamento de Comando e Controle Integrado da SSP, que recebia as ligações de emergência do 910 (Brigada Militar), 193 (Corpo de Bombeiros) e 197 (Polícia Civil). Os serviços foram reestabelecidos ainda na manhã desta quinta.

O Plano de Prevenção de Prevenção Contra Incêndios (PPCI) do prédio foi aprovado no dia 6 de junho de 2018. Porém, as alterações só começaram neste ano, pois estava sendo feito o processo de licitação. De acordo com o governo do Estado, foram investidos R$ 1,42 milhão para a implementação do plano, o que seria feito em seis etapas, uma por mês.

A empresa vencedora da licitação, a Dunamis Construções e Equipamentos, já havia concluído duas etapas. Estas consistiam em "substituição e colocação de todos os extintores. Todas as sinalizações e iluminação de emergência, instalação dos sensores de fumaça e foram trocadas todas as mangueiras dos hidrantes", conforme a assessoria de imprensa do governo. Ainda segundo o governo, a empresa já fazia a terceira etapa do PPCI, que era a substituição dos motores de pressurização, sistema de exaustão de fumaça das escadas de incêndio e casa de máquinas para os motores.

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