Equipes de resgate retiraram da floresta 90 dos 154 corpos

Completados nesta sexta-feira, 6, sete dias desde a queda do boeing 737-800 da Gol, as equipes de resgates conseguiram retirar da floresta 90 das 154 vítimas do desastre. Quarenta corpos passaram por processo de pré-identificação e congelamento para serem transportados a Brasília nesta sexta. A viagem será feita num avião hércules C-130, da Força Aérea Brasileira (FAB). O coordenador das operações de resgate, brigadeiro Jorge Kersull Filho, informou que as buscas prosseguirão enquanto houver esperanças, mas admitiu que a localização de novos corpos fica cada vez mais difícil. "Vamos ficar o tempo necessário para achar o máximo de corpos, mas, infelizmente, alguns familiares podem ficar sem seus entes queridos para sepultar", lamentou o militar. Nessa hipótese, será realizada uma cerimônia simbólica de sepultamento coletivo, em local e data a combinar com os familiares das vítimas. O brigadeiro disse que, diante da extrema dificuldade de ação na mata densa, quente e úmida da região onde caiu o avião, o trabalho pode ser considerado "bem sucedido" e realizado "com heroísmo" pelas equipes de resgate, formadas por militares, na maioria, bombeiros, legistas e peritos. Operações de buscasAo todo, existem neste momento 250 pessoas envolvidas em todas as fases das operações de buscas, sendo 150 no apoio logístico. Do total, 74 homens, a maioria do pelotão Para-Sar, a elite de busca e salvamento da Aeronáutica, realizam o trabalho mais duro, dentro da mata.À medida que são encontradas, as vítimas e seus objetos pessoais são levados para uma clareira, de onde são içados para a sede da fazenda Jarinã, a 20 quilômetros do local da queda, onde uma equipe de legistas faz a pré-identificação dos corpos. Preparados e congelados, os corpos são levados de avião Búfalo da fazenda até a Base da Serra do Cachimbo, onde são embarcados num avião maior, um hércules C-130, especialmente preparado com câmeras frigoríficas e levados para Brasília.A operação mobiliza atualmente seis helicópteros da FAB e um do Exército, além de cinco aviões e um caça A-29 para manter intrusos afastados da área e não atrapalhar os trabalhos.Nesses sete dias de buscas, conforme balanço divulgado nesta sexta pela Aeronáutica, foram realizadas 380 horas de vôo, nas quais foram consumidos 281 mil litros de querosene de aviação. Nas operações, foram transportados 40 mil quilos de materiais diversos.Identificação O Instituto Médico-legal (IML) do Distrito Federal identificou nesta sexta-feira 20 corpos de passageiros que estavam no Boing da Gol. Com isso, sobe para 29 o número de passageiros identificados. Peritos do IML ainda trabalham na identificação de outros 9 corpos resgatados da área do acidente. A expectativa é de que sábado outros corpos cheguem ao Distrito Federal para identificação.O Instituto liberou até o momento 17 corpos para que famílias possam providenciar o enterro. Tendas foram instaladas no pátio do IML para fazer a identificação dos corpos. Os corpos identificados são dos passageiros: - Marilene Leão, de 58 anos; - Márcio Aquino de Oliveira, de 57; - Emanuelle Márcia dos Santos, de 22; - Maria José de Oliveira Rodrigues, de 35; - Luiz Rogério Lobato Benedito, de 51; - Olga Macedo, de 76; - Rosana Karine Campos Magalhães, de 27; - Viviane Rossetti Carvalho, de 22; - Francielle Ferreira Mendes de Rezende, de 22; - Ivan Copat, de 38; - Francisco Augusto Marques Garcia Júnior, de 34; - Ismar de Rezende, de 58; - Nilo Duarte Dória, de 47; - Maria das Dores Machado de Rezende, de 58; - Rodrigo de Paula Lima, de 24; - Michel Guimarães Rondini, de 25; - Andreas Friedrich Kowalski, de 42 - Elizabeth Barbosa da Costa, de 22 - Helen Cristina Correa Garcia, de 35 - Fabiana Honorato Grangeiro Calandrini, de 32 Nesta quinta-feira, 5, nove corpos já haviam sido identificados: Átila Antonio Assad Rezende; Élcio Luiz Gonçalves de Anchieta; Francisco das Chagas Moura Loyola; José Inácio Ferreira Trindade; Luiz Albano Vieira Custódio; Antonio Gregório da Costa Pessoa; Lavoisier de Souza Maia; Mario André Leite Lleras e Plinio Luis de Siqueira Jr.

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