Equipes tentam localizar cativeiro de adolescente sequestrada em MG

Moradores disseram ter ouvido tiros e as buscas foram intensificadas na região

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

04 Abril 2012 | 18h28

BELO HORIZONTE - As polícias Civil e Militar mineiras retomaram as buscas em uma mata no Parque Nacional da Serra da Canastra, próximo a São Roque de Minas, na região oeste do Estado, na tentativa de localizar o cativeiro da filha do ex-prefeito do município Antônio Batista Sobrinho, de 80 anos, o Toninho Quitéria. Sarita Marques Batista, de 14, foi sequestrada por Lindair Marques, de 32, primo distante da vítima, na noite de sexta-feira, 30, e permanecia desaparecida no fim da tarde desta quarta-feira, 4.

No início desta tarde, moradores teriam ouvido dois tiros na zona rural do município, o que levou integrantes das duas polícias a intensificarem as buscas na região. Mas, segundo o chefe do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil, delegado Islande Batista, a área é de "mata muita densa e um cativeiro no local é de difícil localização".

Lindair, que está em liberdade condicional, fez a jovem refém ao pedir ajuda na fazenda da família da vítima, após passar vários dias foragido na mata devido a acusações de furtos no município. A mãe de Sarita chegou a servir uma refeição para o suspeito, que depois amarrou a família e, antes de fugir com a jovem, disse que queria R$ 20 mil e entraria em contato para indicar como seria pago o resgate.

Apesar de a família não ter alertado a polícia, um amigo que foi procurado para levantar o dinheiro acionou no dia seguinte a Polícia Militar, que iniciou as buscas na região. Cerca de 20 integrantes do Deoesp, em Belo Horizonte, também foram deslocados para São Roque de Minas para auxiliar nos trabalhos.

No domingo, o suspeito ligou para uma rádio local informando que libertaria a jovem no dia seguinte, mediante o pagamento do resgate. E ameaçou matar a vítima caso a polícia não interrompesse as buscas, o que levou à suspensão dos sobrevoos de helicóptero na área. Mas ele não cumpriu a promessa. Ao invés disso, voltou a entrar em contato com a rádio e permitiu que a jovem falasse com o locutor para mostrar que a vítima estava viva. E disse que a libertaria na terça-feira, 3, com a condição de as polícias deixarem o caso, mas novamente descumpriu o que havia combinado.

Segundo Islande Batista, o suspeito "parece ter problemas psicológicos" e estar desesperado, pois já mudou várias vezes as exigências. "Ele nunca fala uma coisa coerente. Já pediu R$ 20 mil, depois pediu para a polícia sair do caso, depois pediu R$ 5 mil e um carro para fugir", ressaltou.

Um conhecido de Lindar que manteve contato com o suspeito foi preso e um sobrinho do acusado, de 15 anos, que chegou a comprar mantimentos e apetrechos para o acusado antes do sequestro, já foi ouvido e liberado pela polícia.

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