Era para ser dia calmo. Mas já começou com confusão

Paz e glamour só voltaram no desfile de André Lima

Deborah Bresser e Marcio Oyama, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

19 de janeiro de 2008 | 00h00

O sábado na Fashion Week tinha tudo para ser calmo, mas teve cenas de novelão mexicano. Primeiro, apesar de estar na programação do evento, a grife Raia de Goeye resolveu ?esconder? a coleção e apresentá-la apenas a poucos convidados em sua loja.À tarde, já na Bienal, a Iodice mostrou coleção inspirada em grafites. Com muitos vestidinhos curtos e sensuais. Em seguida, os boatos sobre um possível cancelamento do desfile de Lorenzo Merlino tomaram conta dos corredores da Bienal. Ele acabou ocorrendo, mas o pesadelo foi longe. Lorenzo inspirou-se em camas, lençóis, cobertores, edredons e pijamas. Mantôs feitos de cobertor abriram a apresentação, exibida numa sala tomada por camas-box - alguns convidados não suportaram o desconforto e os 40 minutos de atraso e foram embora.Alheia a confusões, a estilista Fábia Bercsek se jogou num momento pop star. Com a banda Oz Poneys, fez ao vivo a trilha de seu desfile. Foi, segundo ela, seu jeito de "declarar amor à moda e aos jovens".No desfile de Fause Haten, modelos levaram escorregões e tombos na passarela encerada de última hora. E roubaram a cena da apresentação, que teve muitos trench coats, jaquetões com lurex, ternos de um e dois botões usados com tênis coloridos e a ótima alfaiataria de sempre.O dia de bruxas soltas só ganhou paz e glamour com a apresentação de André Lima, a última do sábado, e seus vestidos diva. Destaque para os modelos pretos luxuosos, com maximangas, maxifuxicos sobre estampa geométrica, justos com barras volumosas, ombros em evidência. "Para mim, a cor do inverno é o preto", resumiu.

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