‘Era um menino normal, que gostava da família’, diz vizinho

Vizinhos e amigos de Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, saíram em defesa do jovem e da família, dizendo não acreditar que o estudante tenha sido o responsável pela tragédia que vitimou os pais, a avó e a tia-avó. “Era um garoto normal, muito próximo do pai, e ia sempre ao quartel com ele. Era raro eles brigarem”, conta o melhor amigo de Marcelo, também de 13 anos.

06 de agosto de 2013 | 23h45

Ele e outro amigo do menino disseram que Marcelo era um jovem normal. Não muito expansivo, mas não exageradamente tímido. Era corintiano, mas sem fanatismo. Um dos meninos conta que eles gostavam de disputar jogos da Fifa no videogame. “Nunca joguei com ele joguinhos de tiros”, disse. No Facebook, no entanto, Marcelo havia colocado em seu perfil a foto do Assassin’s Creed, uma série de jogos eletrônicos centrada em uma eterna batalha entre assassinos e templários.

A família do estudante também era bastante querida na vizinhança. “Eles estavam sempre dispostos a ajudar os vizinhos. Davam carona quando era preciso ir à escola e até emprestavam dinheiro”, afirma a artesã Rosimary Pereira da Silva Teixeira, de 50 anos, que mora há 30 na rua. Marcelo tinha fibrose cística e diabete. Os amigos contam que a doença o impedia de praticar esportes. Ele gostava de jogar bola no quintal e saía pouco de casa. “Isso na periferia é uma virtude”, conta um dos amigos.

O delegado Itagiba Franco afirmou que foram encontradas armas de brinquedo no quarto do garoto. “Ele teve capacidade de montar um escudo de papelão, parecido com o do pai (que usava colete à prova de bala na Rota), e também tinha um tipo de coldre, que montou com fitas de papelão, para colocar arma”, disse o delegado/ B.P.M

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