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Erro faz inocente ficar preso por 53 dias na Bahia

O servente de obra Clébson Marinho Ramos, de 22 anos, foi detido durante o carnaval de Salvador sob a acusação de ter matado com um tiro a estudante Luciene Rodrigues Silva, de 18 anos, que participava do circuito Dodô, na orla marítima da capital baiana. Ele passou 53 dias preso na 14ª Delegacia de Salvador até a identificação, no mês passado, do verdadeiro assassino, Augusto César de Jesus Conceição, de 19 anos.A única prova contra Ramos foi o testemunho de uma criança e o fato dele ter um corte de cabelo parecido ao do assassino. O servente, porém, jurou inocência e alegou não ter motivos para cometer o crime. Os exames de pólvora realizados pelo Departamento de Polícia Técnica, não comprovaram que ele disparou o revólver que matou Luciene. Apesar da inconsistência das provas, Ramos só foi libertado quando, através de uma denúncia anônima, a polícia prendeu Augusto Conceição e ele confessou ser o autor do tiro. Pretendia matar o irmão da vítima, Carlos Jesus dos Santos, que lhe devia dinheiro por tráfico de drogas. Mas, no momento que viu a arma apontada, Santos se abaixou e os tiros acabaram atingindo a irmã. Todo o caso foi desvendado no dia 12 de março quando Conceição foi preso. Ramos foi libertado sete dias depois. Somente nesta quinta-feira, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia divulgou oficialmente o equívoco. Familiares de Ramos dizem que ele ficou muito revoltado e deprimido com o problema, não quer dar entrevistas e ainda não decidiu se pretende processar o Estado pelo erro.

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