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Erundina diz que escalará Amyr Khair para renegociar dívida

A dívida da cidade de São Paulo com a União terá necessariamente de ser renegociada num futuro próximo, independentemente de quem saia vitorioso na eleição de outubro, avaliou hoje a candidata do PSB à Prefeitura, Luiza Erundina. Se eleita, ela disse que convidará o secretário de Finanças de sua gestão municipal entre 1989 e 1992, Amyr Khair, para conduzir o processo de reestruturação da dívida. "Os técnicos competentes do meu governo voltarão, se quiserem. O Amyr Khair está convidado desde já para assumir as Finanças", disse Erundina, antes de se reunir com comunidades evangélicas na Zona Leste da capital. De acordo com ela, a dívida com o governo federal terá de ser renegociada "porque fica quase inviável administrar uma cidade com 13% de suas receitas líquidas destinadas ao pagamento da dívida". A candidata também criticou a administração de Marta Suplicy, candidata à reeleição pelo PT, por não ter pago, em 2002, a amortização de 20% (cerca de R$ 3 bilhões) da dívida paulistana com a União, acerto que manteria os juros em 6% ao ano, em vez dos atuais 9%. "Pagamos hoje mais juros e mais encargos sobre a dívida porque, equivocadamente, a amortização não foi feita", acusou. O diagnóstico da candidata é de que o endividamento municipal atual tem uma situação "mais favorável" do que o que ela encontrou ao suceder Jânio Quadros. "Administramos uma dívida proporcionalmente grande, com as dívidas superando em mais de 50% as receitas líquidas e ainda fomos criticados por não termos investido mais e aumentado essa dívida", observou. A saída encontrada na época, contou Erundina, foi a de suspender algumas obras então recém-iniciadas e manter em dia os pagamentos de outras obras e contratos administrados pela Prefeitura, evitando dessa forma o pagamento de juros e demais encargos. "Reduzimos os custos em 40%", assegurou. Por outro lado, admitiu que tal forma de administrar comprometeu o desempenho do PT, seu partido na época, nas eleições de 1992, vencidas por Paulo Maluf, hoje candidato do PP. "Expandimos nossas ações sociais mesmo com dificuldades orçamentárias, com mais de 50% das nossas receitas sendo destinadas aos projetos sociais. Não tenho dúvida que, se tivesse concluído as obras de Jânio, teria garantido meu sucessor, mas também endividaria mais o município", observou. Erundina acredita que o Senado vai prorrogar mais uma vez os prazos de enquadramento das administrações públicas para que equacionem suas dívidas com receitas, conforme estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal. O prazo concedido pelo Senado para os ajustes das administrações municipais e estaduais vai até maio do próximo ano.

Agencia Estado,

11 de julho de 2004 | 16h17

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