Escândalo de tráfico de influência derruba Erenice, braço direito de Dilma

Ministra da Casa Civil pediu demissão após a revelação de que empresa de Israel Guerra, seu filho, teria pedido dinheiro a consultor para viabilizar concessão de financiamento do BNDES para implantação de projeto de energia solar no Nordeste

, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

Asucessora de Dilma Rousseff (PT) na Casa Civil, Erenice Guerra, pediu demissão ontem, após seu filho, Israel Guerra, ser acusado de envolvimento em um novo caso de lobby no governo em troca de pagamento de comissão.

Rubnei Quícoli, consultor da empresa EDRB do Brasil, afirmou ter recebido da empresa Capital Consultoria, de filhos de Erenice, proposta de pagamento de taxa de 5% em troca da liberação de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a um projeto de geração de energia solar.

Em fevereiro, Quícoli enviou um e-mail para quatro funcionários da assessoria especial da Casa Civil em que reclamou da cobrança de R$ 240 mil para que seu pedido de empréstimo fosse acelerado. Em nota oficial, o BNDES afirmou que o pedido de empréstimo para a EDRB foi rejeitado por critérios técnicos. O banco repudiou ainda a "insinuação" de que a concessão do crédito estaria submetida a um suposto esquema de tráfico de influência na Casa Civil.

Dilma, no Rio, elogiou o pedido de demissão da sucessora e, em Belém, Lula nada falou. No interior paulista, o presidenciável do PSDB, José Serra, disse que a saída de Erenice não é uma questão eleitoral, mas ligada aos rumos do Brasil. "São sucessivos escândalos na Casa Civil nos últimos anos", afirmou. O ministro Paulo Bernardo é o mais cotado para ocupar a Casa Civil.

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