Escândalo do dossiê chega ao presidente do PT e a diretor do Banco do Brasil

O escândalo do dossiê Vedoin ficou mais próximo do Palácio do Planalto. Mais um petista que atua na campanha do presidente Lula e o próprio presidente do PT, Ricardo Berzoini, foram envolvidos no caso. Além dos dois, surgiu um novo personagem: Expedito Afonso Veloso, diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil também ligado à campanha de Lula e que participou ativamente da operação de montagem e de divulgação do dossiê, conforme apurou o Blog do Noblat. Nesta terça-feira, a revista Época informou que no início do mês foi procurada por Oswaldo Bargas - colaborador do plano de governo da reeleição, casado com uma secretária de confiança de Lula - oferecendo ?denúncias sérias? contra José Serra. Na ocasião, Bargas afirmou que o presidente do PT sabia do encontro. Berzoini admitiu em nota que soube do encontro, mas negou saber do teor dos assuntos tratados e disse achar que se tratasse de discussão de ?pauta de interesse jornalístico?.O caso começou no final da semana passada, quando a Polícia Federal prendeu com R$ 1,75 milhão, em dinheiro, Valdebran Padilha, ex-tesoureiro de campanhas do PT em Cuiabá, e Gedimar Passos, que trabalha na campanha de Lula. A quantia era para Luiz Antônio Vedoin, dono da empresa que chefiava a máfia dos sanguessugas.Os presos apontaram o envolvimento de outro petista íntimo de Lula: o assessor especial da Presidência Freud Godoy. Ele foi afastado do cargo e nesta terça-feira teve um pedido de prisão negado pela Justiça, mas segue como foco de investigação da PF. A empresa de segurança de sua família recebeu em 2003 R$ 98,5 mil da SMPB, de Marcos Valério - o que o liga ao dossiê Vedoin e ao mensalão.Freud disse ter sido apresentado aos intermediários por Jorge Lorenzetti, que fazia churrascos no Alvorada e até esta terça-feira chefiava núcleo da campanha da reeleição.Diante do envolvimento crescente de ?homens de Lula?, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Cesar Rocha, decidiu abrir investigação contra o presidente, seu ministro da Justiça, Berzoini e outros petistas. Em Nova York, onde participou da assembléia da ONU, o presidente Lula disse que seus adversários tentam criar confusão. ?Temos de levar em conta a quem interessa, nesta altura do campeonato, melar o processo eleitoral?, afirmou. ?Por que haveria alguém que quer me ajudar de fazer um ato insano desses??

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